27 de maio de 2026 | REGIÃO DO SISAL

Exclusivo! Ministério Público do Trabalho realiza operação contra trabalho análogo à escravidão na zona rural de Biritinga

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Uma operação conjunta envolvendo equipes da CETO e auditores do Ministério do Trabalho foi realizada na manhã desta terça-feira (26), no povoado Pontal, zona rural de Biritinga.

Segundo informações da Polícia Militar, por volta das 9h30, a guarnição da CETO deslocou para prestar apoio a uma ação de fiscalização do Ministério do Trabalho relacionada ao combate ao trabalho análogo à escravidão.

A operação ocorreu em cumprimento à Ordem de Policiamento Operacional e teve como objetivo garantir a segurança da equipe de fiscalização durante a atuação no local investigado.

Segundo a denúncia anônima, na propriedade alvo da operação, trabalhadores rurais estariam submetidos a condições extremas. Participaram da ação três auditores do MPT-BA que realizaram a checagem das informações e foi elaborado o relatório detalhado.

Conforme a ocorrência, dois funcionários da propriedade foram identificados como as possíveis vítimas.

Nossa equipe procurou a assessoria do Ministério Público do Trabalho, mas até o fechamento da matéria, não foi obtido os detalhes sobre as condições encontradas no local.

Em 2025, o Brasil registrou mais de 2,7 mil pessoas resgatadas de trabalho análogo à escravidão, conforme Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT). Foram realizadas mais de 1,5 mil fiscalizações do governo ao longo do ano, que garantiram mais de R$ 9 milhões em verbas rescisórias e resultaram na aplicação de R$ 41,8 milhões em multas.

O Código Penal define como trabalho análogo à escravidão aquele que é “caracterizado pela submissão de alguém a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou seu preposto”.

Redação