Cinco dias após a tragédia da bebê Maria Helena, de 10 meses, vir à tona, a real causa da morte criança foi divulgada nesta sexta-feira (17), pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), instituição que integra a estrutura da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do estado.
Por meio de nota, a Pefonse informou que, após a conclusão dos laudos dos exames cadavéricos e laboratoriais realizados no corpo da bebê, foi constatado que a morte aconteceu por asfixia mecânica indireta. “Foram realizados exames laboratoriais de alcoolemia e de drogas no sangue, que não constataram a presença dessas substâncias nas amostras coletadas na criança”, disse o órgão.
Ainda no informativo, a Perícia Forense descartou indícios de estupro na criança. “Os exames realizados pela Pefoce também não constataram presença de sêmen e não indicaram presença de material genético dos dois homens envolvidos na ocorrência no corpo dela. O exame sexológico apontou que não houve violência sexual”, esclareceu o órgão.
A morte de Helena
Helena morreu na última segunda-feira (13), após dar entrada em um hospital na cidade de Fortaleza. Na unidade médica, a mãe da criança, identificada como Ysabelle Rodrigues, teria relatado à polícia que decidiu levar a filha até o hospital, por achar que Helena estivesse engasgada. No hospital, a equipe médica teria identificado lesões compatíveis com violência sexual e acionou a polícia.
Prisões de dois suspeitos
Até esta sexta-feira, 17, dois homens, de 22 e 26 anos, tinham sido presos em flagrante. Também por meio de nota, a SSPS do Ceará esclareceu que prisões feitas pela Polícia Civil foram baseadas na apresentação do Protocolo de Encaminhamento de Corpos das Unidades de Saúde para a Coordenadoria de Medicina Legal da Pefoce.
Os homens detidos foram identificados como Francisco Ray Rodrigues Magalhães e Roberto Levy Oliveira Magalhães. Francisco Ray tinha um relacionamento com a mãe da criança. Os dois suspeitos estavam em um apartamento no bairro Dionísio Torres, junto com a bebê. Diligências iniciais apontam que a mãe de Helena teria perdido a consciência após um desententimento com Roberto Levy. Ao acordar, teria encontrado o suspeito com o corpo em cima da criança, momento em que percebeu que a criança não estava bem e buscou socorro em um hospital.
“O documento, produzido pelo hospital particular para onde a bebê foi levada e no qual constava a informação de que a criança havia sido assistida por quatro médicos de emergência pediátrica, além de dois cardiologistas, apontava que após o óbito foi evidenciada laceração anal, e ao final, a indicação de suspeita de óbito por asfixia e abuso sexual”, disse o órgão na nota.
Entretanto, após a conclusão dos laudos periciais da Pefoce e com o andamento das diligências policiais, a investigação conduzida pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) concluiu tratar-se de homicídio culposo, descartando com base nos laudos periciais a ocorrência de violência sexual contra a criança.
“Totalmente culpada”
O pai da menor se manifestou, através das redes sociais, e culpou a mãe da criança pelo ocorrido.
Ele afirma que a genitora estava consumindo bebida alcoólica em outro cômodo do imóvel, enquanto a criança estava sozinha no quarto.
por Bnews
