O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou que não acredita na possibilidade de sabotagem no incidente envolvendo a aeronave que o transportava, juntamente com outras lideranças da oposição baiana, para uma agenda política em Brumado, no Sudoeste do estado.
A declaração foi dada durante visita à Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, quatro dias após o episódio que levou o avião a retornar ao aeroporto de origem após uma despressurização da cabine.
“Acho que foi realmente um problema técnico que aconteceu com o avião, que está sendo investigado pela própria empresa de táxi aéreo que foi contratada para prestar esse serviço. Naturalmente, nós não vamos mais usar a mesma aeronave e vamos aguardar as respostas para chegar a uma conclusão”, disse Neto.
O pré-candidato também voltou a relatar os momentos vividos durante a ocorrência e classificou a situação como a mais difícil que já enfrentou.
“A gente viveu ali momentos e minutos de muita tensão. Infelizmente, em algum momento, eu até imaginei que o pior poderia acontecer, mas sempre apegado a Deus e com muita fé e mais uma vez a gente considera um livramento. Tive a oportunidade já de agradecer muito, aliás, todo dia, porque hoje estamos aqui, com segurança, com saúde, sem nada ter acontecido, isso é o que importa”, completou.
Vale lembrar que a fala de Neto ocorre um dia após o senador Angelo Coronel (PSD), que também estava na aeronave, defender uma investigação ampla sobre o caso e afirmar que não descarta nenhuma hipótese antes da conclusão dos laudos técnicos.
Em entrevista concedida na quinta-feira (11) às rádios Metropolitana, Feliz FM e CBN Salvador, Coronel informou que o incidente deverá ser analisado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e pela Polícia Federal (PF).
Além de Coronel e ACM Neto, estavam no avião o presidente estadual do PL e pré-candidato ao Senado, João Roma (PL), a deputada federal Roberta Roma (PL), o deputado estadual Nelson Leal (PP) e dois tripulantes.
Segundo o senador, a aeronave voava a cerca de 30 mil pés de altitude quando ocorreu a despressurização, exigindo a adoção de procedimentos de emergência pela tripulação e o retorno imediato ao aeroporto.
“Você está com 30 mil pés de altura. Depois cai repentinamente para em torno de 10 mil pés. Imagina a diferença, em uma velocidade grande, em queda livre, como se fosse um mergulho. Só restava orar e pedir a Deus”, lembrou Coronel.
Redação com informações da Tribuna

