Após meses de especulações no cenário político baiano, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (União Brasil), afirmou que não será candidato a vice-governador da Bahia nas eleições de 2026, mesmo tendo sido cogitado para compor uma eventual chapa ao lado do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.
A declaração foi feita durante entrevista ao programa Boca de Forno, da Rádio Sociedade News FM, no último domingo (8). Na ocasião, o gestor confirmou que houve conversas políticas sobre a possibilidade de integrar a chapa da oposição, mas ressaltou que sua decisão está tomada: permanecer à frente da Prefeitura de Feira de Santana até o fim do mandato.
“Se eu falar a você que conversas para ser vice não existiram, eu estaria mentindo. Existiram e existem. Mas tenho uma posição clara com o povo de Feira de Santana. Sempre disse que, se voltasse à prefeitura, cumpriria todo o mandato. Então vou cumprir meu mandato, não vou me afastar e não serei candidato a vice-governador”, afirmou o prefeito.
Nos bastidores da política baiana, o nome de José Ronaldo vinha sendo apontado como um dos mais fortes para ocupar a vaga de vice em uma eventual candidatura de ACM Neto ao governo do estado em 2026. A possibilidade ganhou força devido ao peso político do prefeito e à influência que exerce em Feira de Santana, segundo maior colégio eleitoral da Bahia.
Durante a entrevista, o prefeito também descartou rumores de que poderia indicar o vice-prefeito de Feira de Santana, Pablo Roberto (PSDB), para compor a chapa como vice-governador. Segundo ele, apesar das diversas conversas políticas que vêm ocorrendo, essa hipótese específica nunca foi discutida.
A decisão de permanecer no cargo encerra, ao menos por enquanto, as especulações sobre sua participação direta na disputa estadual de 2026. Ainda assim, o posicionamento político de José Ronaldo segue sendo uma incógnita no cenário eleitoral, já que não está definido qual grupo ou candidato ele deverá apoiar na corrida pelo governo da Bahia.
Nos bastidores, analistas políticos avaliam que a escolha do prefeito poderá ter impacto significativo nas articulações eleitorais do estado, especialmente pela influência que exerce no interior baiano e pela relevância política de Feira de Santana.