7 de março de 2026 | REGIÃO DO SISAL

Vereadora Edylene Lopes critica distribuição de cachorro-quente como merenda escolar em Serrinha; Veja vídeo

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Durante a 17ª Sessão Ordinária do segundo período legislativo de 2025, realizada na última quarta-feira (14), a vereadora Edylene Lopes Ferreira (PSD) fez duras críticas à distribuição de cachorro-quente na merenda escolar de escolas da rede municipal de Serrinha.

Em discurso na tribuna da Câmara, a parlamentar afirmou que a oferta do alimento “não é adequada nem saudável” e pediu à Comissão de Educação que cobre da Secretaria Municipal de Educação o envio do cardápio completo da merenda escolar.

“Tenho visto postagens de escolas oferecendo cachorro-quente na merenda. Cachorro-quente não é um item saudável, não é um alimento que o município possa comprar para dar às crianças da rede pública. O dinheiro público vem para garantir uma merenda digna”, destacou a vereadora.

Edylene ressaltou ainda que a merenda escolar é parte essencial da política pública de educação e que deve seguir os critérios do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), que prioriza alimentos naturais e regionais.

“Enquanto mãe, cidadã e vereadora, não vou deixar que isso passe despercebido. O município precisa justificar quem autorizou a compra e distribuição de um alimento ultraprocessado para as crianças”, disse.

Em suas redes sociais, Edylene publicou o vídeo do discurso com a legenda “Salsicha não é merenda!”. Na publicação, ela reforçou que o cachorro-quente é um alimento ultraprocessado, rico em sódio e gordura, e não está entre os produtos indicados pelo PNAE.

“Oferecer cachorro-quente em escola é ignorar o básico: a pobreza nutricional desse alimento. Precisamos garantir transparência e qualidade na alimentação dos estudantes”, escreveu a vereadora.

O Programa Nacional de Alimentação Escolar, criado pelo governo federal, estabelece diretrizes que orientam os municípios na oferta de uma merenda escolar equilibrada e saudável. Entre os princípios do PNAE estão o uso de alimentos frescos e regionais, a educação alimentar e nutricional, e o apoio à agricultura familiar, que deve receber pelo menos 30% dos recursos destinados à alimentação escolar.

Até o momento, a Secretaria Municipal de Educação não se manifestou oficialmente sobre o caso.