7 de março de 2026 | REGIÃO DO SISAL

Veja quanto as principais cidades da região sisaleira investiram no São João 2025; Serrinha lidera ranking dos artistas com os maiores cachês

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A temporada junina de 2025 reafirmou o São João como um dos principais motores da economia e da cultura no interior da Bahia. Entre os meses de maio e julho, os principais municípios da região sisaleira destinaram milhões de reais exclusivamente de recursos próprios, ou seja, verbas das prefeituras, para bancar atrações e estruturas dos festejos. Os dados constam no Painel de Transparência, que considera apenas contratações diretas realizadas com dinheiro municipal.

De acordo com o levantamento, Serrinha liderou o ranking com R$ 3.372.000 investidos pela prefeitura em 13 atrações. Apesar do número reduzido de artistas contratados com recursos próprios em relação a outras cidades, o município apostou em nomes de peso nacional e concentrou os cachês mais altos da região. Na sequência aparecem:

Ranking de investimento público (recursos municipais) por cidade:

1° Serrinha – R$ 3.372.000 (13 atrações)
2° Araci – R$ 2.923.000 (24 atrações)
3° Barrocas – R$ 2.636.000 (18 atrações)
4° Teofilândia – R$ 2.090.000 (17 atrações)
5° Retirolândia – R$ 970.000 (4 atrações)

O que chama atenção é o valor médio por atração em Serrinha: com menos artistas oficialmente contratados via prefeitura, a cidade priorizou grandes nomes nacionais, todos com cachês elevados. Veja o ranking dos maiores cachês pagos com recursos públicos na região sisaleira:

Artistas com os maiores cachês contratados pelas prefeituras:

1° Wesley Safadão – R$ 1.100.000 (Serrinha)
2° Nattan – R$ 900.000 (Serrinha)
3° Simone Mendes – R$ 800.000 (Serrinha)
4° Leonardo – R$ 750.000 (Serrinha)
5° Alok – R$ 750.000 (Serrinha)
6° Bell Marques – R$ 700.000 (Serrinha)

Todos esses artistas se apresentaram em Serrinha, no palco principal da Arena Marianão, entre os dias 19 e 24 de junho. Apesar disso, o somatório dos cachês dessas seis atrações ultrapassa R$ 5 milhões, valor significativamente superior ao que foi declarado como gasto da prefeitura (R$ 3,3 milhões) no Painel de Transparência. Isso indica que o evento contou também com outros aportes financeiros, como parcerias privadas e com o Governo do Estado, que não são contabilizados como despesa direta do município.

Além disso, a quantidade total de apresentações realizadas em Serrinha durante os festejos foi muito maior que as 13 contratações oficiais. Foram cerca de 40 atrações no total, considerando também artistas locais.

Araci, segunda colocada em investimento direto, promoveu o tradicional Forró do Raso, com shows na sede e em povoados, mantendo o foco na descentralização cultural. Barrocas promoveu dois dias de festa com Trio Nordestino, Magníficos e Raça Negra. Teofilândia apostou em nomes como Joelma, Calcinha Preta e Solange Almeida, enquanto Retirolândia realizou um evento menor, mas manteve a tradição.

Esses investimentos, mesmo os realizados diretamente pelas prefeituras, geraram forte impacto econômico. As festas impulsionaram setores como hotelaria, alimentação, comércio informal e transporte, além de fortalecerem a identidade cultural nordestina, com o forró, as quadrilhas juninas e o artesanato regional.

O São João 2025 provou, mais uma vez, que o investimento público, ainda que parcial frente ao custo real dos eventos, continua sendo um vetor essencial para o desenvolvimento econômico, a geração de renda e a projeção das cidades do sertão baiano como importantes polos culturais e turísticos. O retorno vai além da música: movimenta a economia, fortalece tradições e amplia a visibilidade institucional dos municípios envolvidos.