23 de abril de 2026 | REGIÃO DO SISAL

Um mês depois, Governador de São Paulo cobra “punição dura” por feminicídio de policial e diz que crime não ficará impune

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que a resposta para o feminicídio da policial militar Gisele Alves Santana deve ser a punição rigorosa do responsável, durante declaração dada nesta terça-feira (24).

O posicionamento ocorre cerca de um mês após o crime, que inicialmente chegou a ser tratado como suicídio, mas passou a ser investigado como feminicídio após avanço das perícias.

Governador defende rigor da Justiça

Ao comentar o caso pela primeira vez publicamente, Tarcísio foi enfático ao defender responsabilização exemplar. Segundo ele, “a melhor resposta” para crimes dessa natureza é garantir que o autor seja julgado e condenado com todo o rigor da lei.

O principal suspeito é o companheiro da vítima, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que já foi preso e responde por feminicídio e fraude processual.

Caso teve reviravolta nas investigações

A policial foi encontrada ferida dentro do apartamento onde morava, na região do Brás, em São Paulo, no dia 18 de fevereiro. Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio com base na versão apresentada pelo próprio companheiro.

No entanto, análises periciais e investigações da Polícia Civil indicaram inconsistências na narrativa, levando à mudança da linha investigativa e à prisão do oficial, apontado como autor do disparo que matou a vítima.

Feminicídios em alta

O caso ocorre em meio a um cenário preocupante de crescimento nos índices de feminicídio no estado de São Paulo. Dados recentes apontam aumento no número de casos, reforçando o alerta das autoridades para a gravidade da violência contra a mulher.

“Crime não ficará impune”

Durante a declaração, o governador reforçou que o Estado deve agir com firmeza para combater esse tipo de crime.

Segundo ele, o acusado já está preso, será julgado e a expectativa é de condenação severa, como forma de enfrentar a sensação de impunidade e dar uma resposta à sociedade diante de casos de violência de gênero.

O episódio gerou grande repercussão nacional e reacendeu o debate sobre feminicídio, especialmente quando envolve agentes de segurança pública, destacando a urgência de políticas mais efetivas de proteção às mulheres.