A população de Biritinga voltou a usar as redes sociais para expressar indignação com mais um episódio que expõe falhas na gestão pública municipal. Desta vez, o alvo das críticas é a Secretaria de Educação e a Prefeitura de Biritinga, após o desabamento do telhado da Creche Escola Municipal Manoel Souza de Vila Nova, estrutura que havia passado por reforma recente. Caso levanta suspeitas sobre a qualidade das obras públicas e a falta de fiscalização da Secretaria de Educação.
Em vídeos que circulam nas redes, é possível ver o telhado completamente desabado, com o telhado novo e estrutura de madeira caidos. Um morador, visivelmente revoltado, ironiza a situação enquanto filma os estragos:
“E aí, galera da Vila Nova! Aqui é a creche, ó… obra de milhões e afundou, viu? Aqui, ó, na creche de Vila Nova, o telhado foi abaixo. E ele ainda tá divulgando que vai fazer uma praça na vila, né? Olha aí o telhado afundado.”
O tom de deboche é o retrato do sentimento de boa parte dos moradores, que cobram explicações sobre a qualidade da reforma realizada e a falta de acompanhamento técnico por parte da prefeitura. O caso chama ainda mais atenção por envolver uma unidade que atende crianças pequenas, o que poderia ter resultado em tragédia caso o desabamento ocorresse durante o funcionamento da creche.
A prefeitura havia divulgado anteriormente a entrega de reformas em unidades escolares como parte do pacote de ações da Secretaria Municipal de Educação, destacando melhorias estruturais e investimentos em infraestrutura. No entanto, o episódio coloca em xeque a eficácia dessas intervenções e a responsabilidade técnica das empresas contratadas.
Até o momento, a Prefeitura de Biritinga não se pronunciou oficialmente sobre as causas do desabamento nem informou se haverá apuração sobre o ocorrido. Enquanto isso, nas comunidades, cresce o sentimento de descaso e desconfiança quanto ao uso dos recursos públicos e à fiscalização das obras.
O caso ganha ainda mais contornos de desconfiança pelo fato de a creche de Vila Nova estar localizada em uma comunidade quilombola, a mesma onde o prefeito anunciou que pretende investir R$ 3 milhões oriundos do empréstimo de mais de R$ 10 milhões recentemente solicitado a Câmara de Vereadores. No entanto, não há detalhamento público sobre como esses recursos serão aplicados. No papel, o plano de investimento segue genérico, sem especificar obras, prazos ou destinação clara, o que levanta questionamentos sobre transparência, prioridades e uso dos recursos públicos em um momento em que a própria estrutura escolar da comunidade já demonstra sinais graves de negligência.