7 de março de 2026 | REGIÃO DO SISAL

Soldado da Polícia Militar é preso após agredir companheira que também é policial e confrontar colegas; Veja vídeo

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Um soldado da Polícia Militar do Espírito Santo foi preso em flagrante na noite do último sábado (21), após agredir a própria companheira, que também é policial militar, e resistir à prisão com ataques contra colegas de corporação no estacionamento de um supermercado no bairro Jardim Camburi, em Vitória. A confusão foi registrada em vídeo e tem repercutido nas redes sociais.

Segundo a corporação, o soldado Marcelo Ramos Araújo, de 32 anos, estava em estado alterado quando as equipes foram acionadas para atender uma ocorrência de briga generalizada na área do supermercado. Ao chegarem, os policiais encontraram Marcelo, a vítima – identificada como a soldado Emylly Santos Rodrigues Ramos, de 27 anos – e um amigo, em meio à confusão.

Agressões e resistência à prisão

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a policial militar é retirada à força de dentro de um carro, puxada pelas pernas e lançada ao chão, onde recebe agressões físicas. Conforme relato policial, a vítima também foi atingida com socos e tapas antes da intervenção de testemunhas e agentes de segurança.

Ao tentar conter o agressor, os policiais enfrentaram resistência. Marcelo, de acordo com o boletim de ocorrência, desobedeceu ordens, empurrou integrantes da equipe e tentou continuar as agressões, chegando a desferir um soco no rosto de um sargento, quebrando os óculos do colega. Para contê-lo, foi necessário o uso de bastão, spray de pimenta e a ação conjunta de várias guarnições.

Durante a abordagem, o soldado também teria proferido ameaças aos colegas de farda, intensificando a gravidade do episódio.

Procedimentos legais e investigação

Após ser dominado e algemado, Marcelo foi conduzido à Delegacia Regional de Vitória, onde foi autuado em flagrante por lesão corporal, injúria e ameaça, na forma da Lei Maria da Penha, além de resistência, desacato e ameaça a policiais militares envolvidos na ocorrência.

Como medida cautelar, a arma funcional do soldado foi recolhida e entregue ao comando da 14ª Companhia Independente da Polícia Militar do Espírito Santo, como parte dos procedimentos administrativos.

O caso foi encaminhado à Corregedoria da PMES, que instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias da agressão, a conduta do militar no relacionamento e a reação à abordagem. Dependendo do resultado das investigações, Marcelo pode sofrer sanções administrativas — incluindo a possibilidade de exclusão da corporação — e responder penalmente pelos crimes cometidos.

Contexto e medidas protetivas

Em depoimento, a vítima relatou que episódios de violência e ameaça são frequentes no relacionamento e que há um padrão de controle sobre sua vida pessoal e financeira, incluindo ameaças de morte ou de causarem lesões permanentes. Ela manifestou interesse em solicitar medidas protetivas de urgência para resguardar sua integridade.