As chamadas canetas emagrecedoras, cada vez mais populares entre quem busca perder peso rápido, são alvos de uma operação da Polícia Civil (PC-BA) nesta quarta-feira (11). A ação, batizada de Peptídeos, investiga um esquema de comercialização irregular dessas substâncias, usadas originalmente no tratamento de pacientes com diabetes tipo 2. Entre as 12 pessoas presas há profissionais como um dentista e uma biomédica.
Parte das negociações aconteciam pela internet. Segundo as apurações das forças de segurança, os produtos eram ofertados por redes sociais e aplicativos de mensagens, canais usados para divulgar e negociar as substâncias, por vezes sem prescrição médica e fora das normas sanitárias exigidas pela legislação.

Canetas emagrecedoras clandestinas| Foto: Divulgação/PC-BA
A apuração também aponta indícios de transporte e armazenamento sem controle sanitário adequado, além da comercialização sem comunicação aos órgãos de vigilância sanitária.
Bahia e SP na mira
Durante a operação, equipes policiais cumprem mandados judiciais em clínicas de estética e odontológicas, farmácias, hospitais, em Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho e Feira de Santana, além da cidade de São Paulo.
Mais de 200 policiais civis participam da ofensiva, que reúne equipes de diferentes departamentos da corporação. A ação também conta com apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), da Vigilância Sanitária Municipal de Salvador (DVIS) e da Polícia Militar da Bahia.
Duas pessoas são presas em Feira de Santana
Duas pessoas foram presas em Feira de Santana durante a Operação Peptídeos, deflagrada na manhã desta quarta-feira (11) para combater a comercialização clandestina de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”. A ação é coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e ocorre simultaneamente em outras cidades da Bahia.
Em entrevista ao Acorda Cidade, o delegado José Marcos, titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), informou que, no município, foram cumpridos dois mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão.
Segundo o delegado, a operação também ocorre em Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho, além da cidade de São Paulo, e tem como objetivo coibir o comércio ilegal de medicamentos que podem representar riscos à saúde da população.
De acordo com o g1, ao todo 12 pessoas foram presas durante a operação, que teve como objetivo o cumprimento de 57 mandados de busca e apreensão.
Na capital do estado, os mandados foram cumpridos em uma loja, em um prédio empresarial, em uma farmácia no bairro de Ondina e em uma clínica localizada no Caminho das Árvores. Os alvos dos mandados de prisão em Feira de Santana foram duas mulheres.

“Nos últimos meses observamos uma verdadeira explosão na venda desses medicamentos sem qualquer tipo de controle. Alguns produtos têm, inclusive, suspeita de falsificação e serão encaminhados para perícia”, afirmou.
Durante a operação, equipes também buscam apreender canetas emagrecedoras comercializadas irregularmente. De acordo com o delegado, já houve apreensão de materiais em Salvador, enquanto as buscas em Feira de Santana continuam.
As investigações apontam que, no município, os produtos eram anunciados principalmente por pessoas físicas em redes sociais. Os mandados de busca foram cumpridos em residências. Já na capital baiana, a operação também alcançou estabelecimentos comerciais, incluindo farmácias.
José Marcos destacou que o aumento da procura por esse tipo de medicamento acabou estimulando a criação de um mercado clandestino.

“É um medicamento caro e isso acaba favorecendo a formação de um mercado paralelo. O problema é que, sem controle médico e sanitário, esses produtos podem oferecer sérios riscos à saúde”, explicou.
A polícia também investiga a origem dos medicamentos e possíveis fornecedores. Há suspeita de que parte do material seja proveniente de São Paulo, mas a linha de fornecimento ainda está sendo apurada.
Em Feira de Santana, cerca de 10 a 12 policiais participam diretamente das diligências nas ruas, com apoio de equipes que atuam na base da delegacia. No total, a operação mobiliza dezenas de policiais em diferentes cidades.
Com informações do Acorda Cidade e Jornal Massa.