O rapper Oruam é considerado foragido da Justiça após a 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro determinar a prisão preventiva na terça-feira (3). Ele não foi localizado em casa pela Polícia Civil.
O artista teve o habeas corpus revogado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) na segunda-feira (2), após supostamente violar a tornozeleira eletrônica e descumprir o recolhimento domiciliar noturno.
A Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) registrou 66 violações entre novembro e fevereiro. Oruam compareceu à Central de Monitoração Eletrônica em 9 de dezembro para trocar o equipamento. A perícia técnica concluiu que houve dano eletrônico, possivelmente decorrente de alto impacto.

“O monitorado utiliza tornozeleira eletrônica desde 30 de setembro do ano passado e, desde 1º de novembro, passou a apresentar sucessivas violações, totalizando 66 ocorrências, sendo 21 graves somente em 2026, em sua maioria relacionadas à falta de carregamento da bateria”, informou a Seap.
“Após a troca, o novo equipamento voltou a apresentar falhas por ausência de carregamento, e desde 1º de fevereiro deste ano permanece descarregado”, acrescentou.
A defesa do artista argumenta que as violações foram provocadas por falhas no carregamento da bateria. Oruam chegou a publicar um vídeo na terça-feira mostrando a tentativa de carregar a tornozeleira.
Defesa de Oruam alega ‘infecção no pulmão’, mas Justiça mantém prisão
A defesa entrou com pedido de prisão domiciliar humanitária para o rapper, alegando “comorbidades infecciosas na região do pulmão” que teriam acarretado “problemas nas vias respiratórias e condições psíquicas agravadas pela doença”.

Segundo o Metrópoles, o pedido foi negado pelo STJ, que manteve a prisão preventiva diante das violações no uso da tornozeleira eletrônica.
Filho do traficante Marcinho VP, Oruam foi preso em julho de 2025, após arremessar pedras contra policiais que tentavam apreender um menor em sua residência. Ele responde por tentativa de homicídio qualificado contra dois oficiais e teve a prisão substituída por cautelares em setembro.
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