Um caso grave de violência doméstica e ameaça contra a mulher mobilizou equipes de segurança na noite desta quinta-feira (9), por volta das 20h50, na Rua da Cajazeira, zona rural de Retirolândia, nas proximidades de uma praça da localidade.
De acordo com as informações apuradas, a vítima, identificada pelas iniciais M.A.S., relatou ter sido agredida pelo companheiro, apontado como A.F.S., após ele tomar conhecimento de uma situação envolvendo o patrão da mulher, identificado como J., conhecido como.
Segundo o relato da vítima, por volta das 12h00 do mesmo dia, o patrão teria informado que participaria de uma reunião no município de Conceição do Coité e a convidou para acompanhá-lo. No entanto, ao chegarem à cidade, ele a conduziu até um motel. Ainda conforme a vítima, ao entrarem no quarto, o suspeito retirou a camisa e exibiu um canivete que carregava na cintura, momento em que ela questionou se ele pretendia matá-la. O homem teria respondido que faria isso “se fosse necessário”, configurando ameaça.
A situação foi interrompida quando a esposa do suspeito chegou ao local e bateu na porta do quarto. Apesar de o homem ter pedido para que a vítima não abrisse, ela decidiu relatar o ocorrido à mulher, que, segundo o depoimento, compreendeu a situação.
Horas depois, por volta das 20h00, ao retornar para casa, a vítima chamou o companheiro para irem até a residência de sua mãe. Durante o trajeto de volta, ao tomar conhecimento dos fatos, o homem passou a agredi-la com socos. Em seguida, ele ainda teria se deslocado até a residência do patrão da vítima, onde também o agrediu.
A vítima relatou ainda que o agressor ficou com seu aparelho celular e permaneceu com o filho do casal, uma criança de 4 anos diagnosticada com transtorno do espectro autista.
Diante da denúncia, a equipe acompanhou a vítima até a residência do casal na tentativa de localizar o agressor e verificar a situação da criança. No local, um parente informou que o homem não estava e que o menino havia sido levado para a casa do avô. A vítima optou por deixar a criança sob os cuidados do familiar.
Em seguida, ela foi acompanhada até a casa de seus pais, em um povoado da zona rual da cidade, onde recebeu orientações para formalizar a ocorrência na delegacia.
O caso deve ser investigado como violência doméstica, com base na Lei Maria da Penha, além de ameaça e possível constrangimento ilegal envolvendo o patrão citado no relato.