7 de março de 2026 | REGIÃO DO SISAL

Mulher é atingida no rosto por espada que ela mesma manuseava e vai parar em estado grave no hospital; Veja video do momento exato

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Uma mulher ficou gravemente ferida após ser atingida por uma espada junina que ela mesma manuseava, no bairro da Tabela, em Cruz das Almas, no Recôncavo Baiano. O caso ocorreu na tarde da última terça-feira (24), quando a vítima participava das tradicionais celebrações de São João, marcadas pelo uso de espadas, artefatos explosivos típicos do período junino mas que são proibidas por lei.

Segundo informações de sites locais, o artefato explodiu de forma inesperada e atingiu a cabeça da mulher a curta distância, causando um ferimento grave no rosto. Testemunhas relataram momentos de desespero após o acidente. A vítima recebeu os primeiros socorros no local e foi encaminhada em estado grave para uma unidade de saúde da cidade.

Devido à gravidade do ferimento, a mulher precisou ser transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, onde permanece internada sob cuidados médicos intensivos. Até o momento, não há informações oficiais atualizadas sobre seu estado de saúde.

O uso de espadas em Cruz das Almas é uma tradição antiga, mas também motivo de constantes alertas e polêmicas devido aos riscos envolvidos. As autoridades reforçam que o manuseio exige preparo, responsabilidade e o cumprimento de medidas de segurança, embora acidentes continuem sendo registrados durante o período junino.

Apesar de ser uma tradição cultural fortemente enraizada na cidade de Cruz das Almas, a prática do espadeamento é proibida por lei. De acordo com o artigo 16 do Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003), a fabricação, posse e uso de artefatos explosivos sem autorização configura crime. A espada junina, por conter pólvora e capacidade de causar lesões graves, se enquadra como artefato explosivo, tornando sua manipulação ilegal. Mesmo com a proibição, a atividade continua sendo praticada de forma clandestina durante os festejos juninos, gerando inúmeros acidentes e sobrecarregando os serviços de saúde da região. Autoridades alertam que, além dos riscos físicos, os envolvidos podem responder criminalmente pela prática.

Com informações e imagens de informesfeirense.