Um possível assassinato ocorrido no povoado de Barbosa, zona rural de Araci, no territorio do sisal, tem causado tensão e incerteza entre moradores e autoridades. O caso, registrado inicialmente na quarta-feira (2), envolve dois homens conhecidos apenas pelos apelidos “Besouro” e “Branco”, e segue cercado de contradições, boatos e ausência de provas materiais.
Segundo relato de uma pessoa próxima da suposta vítima à Polícia Militar, “Besouro” teria sido morto a tiros por “Branco”. A denúncia foi feita pela manhã na sede da 3ª Companhia, no distrito de Pedra Alta, dando início à mobilização policial.
Após apuração da polícia relatos confirmaram o ocorrido e que “Besouro” teria tentado invadir a casa de “Branco” para executar um acerto de conta. “Besouro” teria ido até a residência do rival com a intenção de matá-lo, mas acabou sendo surpreendido e morto. As guarnições se deslocaram até o local indicado, mas não encontraram nenhum dos envolvidos e tampouco vestígios do crime. Ambos estão desaparecidos. Um vizinho afirmou ter ouvido disparos de arma de fogo por volta das 22h30 do dia anterior, mas não viu o que de fato aconteceu.
Buscas foram realizadas por toda a área, inclusive em roçados e regiões de mata, nas proximidades das casas de “Branco” e de sua sogra, apontadas como possíveis locais do suposto homicídio. No entanto, nada foi encontrado que confirmasse a denúncia.

No dia seguinte, nesta quinta-feira (3), por volta das 14h, a Polícia Militar voltou ao povoado após novas denúncias populares indicarem que o corpo de “Besouro” poderia estar ocultado nas imediações do Açude do Garimpo, também no Barbosa. Uma nova varredura minuciosa foi realizada pela equipe, mas mais uma vez não houve sucesso na localização de nenhum indício.
A falta de provas concretas reforça o clima de mistério em torno do desaparecimento. Nem o suposto autor nem a vítima foram encontrados até o momento, e ambos permanecem identificados apenas pelos vulgos. O caso segue em investigação, com a polícia trabalhando com diferentes hipóteses, desde homicídio seguido de ocultação de cadáver até desaparecimento voluntário.
Enquanto isso, moradores da comunidade expressam medo e cobram das autoridades um reforço nas ações de segurança e esclarecimentos sobre os fatos. O silêncio em torno do paradeiro de “Besouro” e de “Branco” alimenta rumores e amplia a tensão em uma região que já convive com histórico de conflitos pessoais e disputas locais.