Durante o mês de Março, realizou-se no território sisaleiro, diversas iniciativas voltadas para as mulheres. As homenagens ocorreram em grande parte das cidades do Sisal e em todas elas, houve um momento dedicado para discussão dos elevados índices de violência contra a mulher.
Sabe-se que para impedir o crescimento exponencial das agressões direcionadas a mulher, é de suma importância o fortalecimento dos órgãos de proteção e de atendimento que atuam no enfrentamento e na prevenção à violência. Eles se dividem em quatro principais setores ou áreas (saúde, justiça, segurança pública e assistência social).
Diversas instituições atuam no enfrentamento e na prevenção à violência doméstica e familiar contra a mulher. Além do trabalho da Polícia Militar e da Polícia Civil, tem-se a atuação do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública, do Ministério das Mulheres, além de serviços da REDE de atendimento e proteção.

Em nosso território, dispomos de um Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (NEAM) – órgão da Polícia Civil- e da Ronda Maria da Penha composta por policiais militares. Ambos possuem sede na cidade de Serrinha, mas atendem mulheres de todos os municípios da região. E neste mês, o 16º BPM anunciou o projeto “Conversando com João”, conforme anunciamos aqui. A ação – que está em fase inicial, mas é pioneira no estado – consiste em direcionar para o público masculino, presente em ambiente não controlado, situações do cotidiano que envolvem a mulher em condição submissa, desigual em relação aos homens. Durante o bate-papo, os policiais especializados no enfrentamento à violência contra a mulher, sensibilizam os ouvintes e esclarecem todos os tipos de violência que as mulheres sofrem, além de ratificar que o cometimento dos delitos são puníveis à luz da Lei nº 11.340/06. Esse “projeto piloto” já abordou trabalhadores em fábricas, canteiros de obras, profissionais da iniciativa privada, trabalhadores rurais e jovens estudantes. Para a Comandante da Ronda Maria da Penha – a Ten PM Elisângela -, a ideia é ampliar o diálogo com o público masculino, já que são eles os agentes agressores; sensibilizá-los é uma das maneiras de romper com o ciclo de violência.

Outra iniciativa relevante foram noticiadas em primeira mão pela equipe do Portal Massapê. Informamos a criação da Superintendência da Mulher em Barrocas (veja aqui) e a Procuradoria da Mulher em Serrinha (veja aqui), além da cidade de Lamarão – com uma mulher à frente do executivo, a Prefeita Pró Ninha -, que também já se organiza para elaboração de um novo organograma com órgão semelhante. A Procuradoria da Mulher vai fortalecer a REDE de Proteção e Atendimento à Mulher em nosso território, juntamente com o CRAS, CREAS e/ou CRAM do município.

Na cidade de Araci, existe uma Secretaria dedicada às mulheres. A pasta é referência no território e foi criada por duas mulheres: a prefeita da cidade, Keinha, e a vice-prefeita, Gilmara Magalhães. A Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres é chefiada por Georgina Góes, que assumiu o órgão em janeiro do ano em curso e já realizou cursos, rodas de conversa, atendimentos jurídicos e apoio psicológico para mulheres vítimas de violência doméstica.

Ratificamos que as mulheres precisam ter seus direitos e garantias assegurados pelos órgãos competentes, mas acreditamos que para termos uma sociedade mais igualitária, é necessário respeito.
Se você é mulher e se sente agredida, abusada, ridicularizada; busque ajuda, não se cale!
O mês de março está finalizando, a violência não!!!
Ligue 190 ou 180.
Redação Massapê com imagens das redes sociais.