A filha do Guarda Municipal de Biritinga acusado de agredir uma mulher na última quarta-feira (28) se manifestou publicamente sobre o caso e afirmou que o pai, identificado como C.A.A., é inocente. Em áudio enviado a redação do Portal Massapê, Nicole relatou sua versão dos fatos e acusou a suposta vítima de ter provocado a situação e de ter um histórico de ameaças contra sua família.
A confusão aconteceu na 2ª Travessa Nova Soures, na localidade de Tapera, zona rural de Biritinga. A denúncia inicial, feita por uma mulher identificada pelas iniciais F.C.S.S., mobilizou a Polícia Militar por volta das 18h53. Ela afirmou ter sido agredida fisicamente e ameaçada pelo Guarda Municipal após uma discussão envolvendo a filha dele. Quando a guarnição chegou, apenas o suposto agressor estava no local. Mais tarde, a vítima foi localizada e confirmou a versão da denúncia.
Nicole, por sua vez, alega que tudo começou quando F.C.S.S., segundo ela, ex-mulher de um primo da família, foi até a casa do seu pai para confrontá-lo sobre supostos boatos que estariam circulando na cidade. Nicole conta que a mulher chegou exaltada, se recusou a dialogar de forma pacífica e começou a provocar um tumulto, dizendo que não se importava em levar o caso à delegacia.
“Ela foi pra cima do meu pai, arranhou com as unhas o rosto dele todo, rasgou a camiseta. Meu pai só segurou ela pelo cabelo pra ela soltar ele. A gente teve que intervir. Ele não revidou agressão nenhuma, só tentou se defender”, contou Nicole. Ela ainda afirmou que a mulher já havia tentado atacar sua irmã com uma faca dias antes. “Ela mesma admitiu que tava com a peixeira pra furar minha irmã. Ela é a primeira fuxiqueira, é aquela pessoa que faz todo o inferno e sempre quer se parecer como vítima”, disse.
Segundo Nicole, o pai sofre de pressão alta e tentou evitar qualquer conflito, pedindo que a mulher deixasse o local. “Ele só queria paz. Ela que ficou lá, falando um monte de coisa, esculhambando ele, provocando.”
A Polícia Militar orientou a mulher que fez a denúncia a registrar ocorrência formal na delegacia. O caso deve ser investigado para esclarecer as circunstâncias da briga e identificar se houve de fato agressão por parte do Guarda Municipal, ou se ele apenas tentou conter uma situação de violência entre as duas mulheres, como sustentam ele e a filha.
Até o momento, não há confirmação se o caso será enquadrado como violência doméstica. A Polícia Civil deverá analisar o boletim de ocorrência e os relatos das partes envolvidas para definir os próximos passos da apuração.