Moradores de Biritinga voltaram a denunciar a recorrente falta de água que atinge diversos bairros do município, a exemplo do bairro Arco-Íris, da região do Campo da Ema, entre outras. Segundo centenas de relatos encaminhados ao Portal Massapê, já são vários dias consecutivos sem uma gota sequer nas torneiras, situação que se repete com frequência e tem causado transtornos diários à população, como prejuízos domésticos, dificuldades de higiene, impacto no comércio local e comprometimento da dignidade básica das famílias.
Em uma das denúncias, um morador afirma que a informação repassada à comunidade é de que o fornecimento só será normalizado após o pagamento de um suposto serviço, e que quem teria passado a informação é a pessoa que faz a liberação da água, deixando claro o descaso com quem depende exclusivamente da água encanada. O cenário é ainda mais revoltante quando se considera que Biritinga é conhecida regionalmente por possuir diversas fontes de água, mas, contraditoriamente, o povo convive com a escassez constante, ausência de saneamento básico efetivo e um sistema que não funciona de forma regular.
Apesar da água não chegar às casas por dias seguidos, as contas continuam chegando rigorosamente no fim do mês, com valores elevados de consumo e cobrança de taxa de esgoto. A população paga por um serviço que não é prestado, enquanto a empresa responsavel pelo fornecimento permanece inerte, sem apresentar soluções concretas ou um plano transparente para resolver o problema histórico do abastecimento. O silêncio da Embasa diante das reclamações reforça a sensação de abandono e falta de compromisso com o bem-estar coletivo, se fazendo de sudos e mudos diante do sofrimento do povo.
A Embasa é alvo de críticas severas pela população por diversas veses. Moradores afirmam que a empresa “se faz de desentendida” diante das reclamações, e sempre informa que a situação estaria sendo normalizada, o que não é o caso. Segundo os municipes, a empresa não apresenta respostas claras, não cumpre prazos para o retorno do abastecimento, nem providências práticas para garantir um direito básico. O que se vê é um jogo de empurra entre Embasa e poder público municipal, enquanto a população segue penalizada.
A crise da água em Biritinga já ultrapassou todos os limites. Não se trata de um episódio isolado, mas de um problema crônico e rotineiro que escancara a falta de compromisso da Embasa com o fornecimento de água potavel para o povo, principalmente das localidades de zona rural que mais precisam dos serviços essenciais. Diante disso, a população cobra atitude, respeito e soluções urgentes. Água não é favor: é direito, e o povo esta pagando sem receber.