A gestão do prefeito Gilmar “Gil de Gode” Souza de Oliveira, em Biritinga, voltou ao centro de uma polêmica após denúncias de que o município estaria com atendimentos suspensos na Policlínica Regional do Sisal por suposta falta de pagamento da cota do consórcio público (Relembre o caso). A situação, exposta por vereadores de oposição ganhou um novo episódio durante sessão na Câmara Municipal nesta semana, e tem gerado forte repercussão entre os moradores e servidores públicos da cidade.
Durante discurso na Câmara, o prefeito reagiu com indignação à acusação e afirmou que a Policlínica estaria cometendo um crime ao negar atendimento médico à população, medida que segundo ele é ilegal mesmo diante da falta de pagamentos do município, enfatizando que o pagamento da cota do consórcio é opcional e que não há qualquer notificação oficial comprovando a suspensão por inadimplência, afirmou Gil de Gode diante dos vereadores e da plateia.
Em entrevista ao Portal Massapê, o chefe do executivo municipal, foi enfático: “Não existe nada formal. E se houve recusa de atendimento por conta disso, é crime. Saúde é direito do povo e não pode ser negado por questões financeiras”, explica.
Procurado pela reportagem do Portal Massapê, o Diretor Executivo da Policlínica, Henrique Rossi, não respondeu oficialmente às alegações.
A denúncia dos vereadores foi publicada inicialmente pelo site Portal Massapê (veja aqui), com vídeos em que os parlamentares de oposição cobram medidas urgentes da Prefeitura e lamentam que os cidadãos de Biritinga estejam sendo prejudicados por possíveis falhas administrativas.
NOVO CARGO NA SAÚDE EM MEIO À CRISE
Em meio à crise, a Prefeitura publicou a Portaria nº 221/2025, nomeando Audenor Meireles para o recém-criado cargo de Secretário Municipal de Saúde Adjunto. A medida, segundo o prefeito, visa reforçar a gestão da pasta em meio aos desafios enfrentados, sobretudo diante da crise nos atendimentos e na estrutura administrativa da saúde municipal. A criação do cargo foi autorizada pela Lei Municipal nº 832/2025.
O espaço segue aberto para o direito de resposta de qualquer uma das partes.