Clientes de um supermercado situado na região central de Serrinha denunciaram à reportagem uma série de situações que classificam como graves e recorrentes, envolvendo o estacionamento do estabelecimento. Segundo os relatos, pessoas que exercem funções no local, como auxiliar no transporte de compras, organizar carrinhos e orientar motoristas, estariam utilizando drogas durante o horário de trabalho, colocando consumidores em situação de risco.
De acordo com os denunciantes, esses trabalhadores atuam de maneira informal e sem supervisão adequada. Eles afirmam que o supermercado tem recorrido a pessoas em situação de vulnerabilidade social para desempenhar tarefas que deveriam ser executadas por funcionários regulares para que possam pagar salários abaixo da média, prática que estaria provocando insegurança, desorganização e episódios de constrangimento para quem utiliza o estacionamento.
“Eles trabalham ali usando drogas abertamente durante o expediente. Ficam dentro de uma casinha no estacionamento fumando, enquanto os clientes ficam sem assistência”, disse uma consumidora que registrou vídeos da situação e enviou para nossa equipe.
Os relatos incluem ainda episódios de clientes presos dentro do estacionamento por longos períodos devido à falta de controle da movimentação de veículos. Em um dos casos, uma mãe teria permanecido cerca de 40 minutos dentro do carro com uma criança especial sem conseguir sair. Em outro episódio, uma cliente afirma ter esperado cerca de 20 minutos para conseguir deixar o local, mesmo após solicitar a presença do gerente, que teria se recusado a ir até o estacionamento resolver a situação.
Além das denúncias recentes, há aproximadamente dois meses a Polícia Militar apreendeu drogas no estacionamento do mesmo estabelecimento após abordar indivíduos que atuavam no local, conforme Boletim de Ocorrência 820084/2025. Para os consumidores, o episódio é um indicativo de que a insegurança não é pontual, mas um problema que se prolonga e se agrava.
Os clientes declararam que irão formalizar representações aos órgãos competentes, alegando exposição de consumidores a risco, uso de trabalhadores vulneráveis sem vínculo formal e permissividade em relação ao consumo de drogas dentro do próprio ambiente de serviço.

Redação