Um novo capítulo surgiu na investigação da morte da professora de pilates Larissa Rodrigues, de 40 anos, envenenada em março deste ano, em Ribeirão Preto. A sogra da vítima, Elizabete Arrabaça, de 67 anos, suspeita de envolvimento no crime, escreveu uma carta de próprio punho na qual relata sua versão dos fatos. O conteúdo foi anexado ao inquérito pela defesa da idosa.
No texto, Elizabete afirma que ela e a nora tomaram cápsulas de omeprazol sem saber que o conteúdo havia sido adulterado com chumbinho — veneno para rato. Ela atribui a contaminação à filha Nathália Garnica — que morreu um mês antes de Larissa — e afirma que os medicamentos teriam sido preparados por Nathália para serem usados por terceiros em sítios em Pontal, na região de Ribeirão Preto. A sogra sustenta que, após o falecimento da filha, passou a usar os frascos deixados por ela, sem desconfiar do risco.
A versão também tenta afastar a suspeita sobre ela e o filho, o médico Luiz Antônio Garnica, marido da vítima, ambos presos no início de maio. No documento, Elizabete se diz abalada com as duas perdas e reforça seu amor pela família.
A Justiça decidiu nesta quarta-feira, 4, prorrogar por mais 30 dias a prisão temporária de Elizabete e de Luiz Antônio. A investigação conduzida pela Polícia Civil e acompanhada pelo Ministério Público, apura se Larissa foi assassinada com uso de veneno — substância identificada em laudo toxicológico — e trabalha com a hipótese de homicídio qualificado por feminicídio, motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima.
Uma das linhas de apuração aponta que o crime pode ter ocorrido após Larissa manifestar o desejo de se separar do médico. Já a defesa dos investigados nega qualquer envolvimento no assassinato.
Também foi determinada a exumação do corpo de Nathália, filha de Elizabete, para verificar se a morte dela tem relação com a substância tóxica encontrada no organismo de Larissa. A investigação segue em andamento e, até o momento, não há conclusão oficial sobre o caso.
Foto: reprodução internet
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