Na última sexta-feira (06), vereadores do município de Biritinga procuraram a equipe do Portal Massapê para denunciar uma grave situação que, segundo eles, afeta diretamente a saúde pública local. De acordo com os parlamentares Nilson do Cardoso e Arylma da Vila, os atendimentos médicos na Policlínica Regional do Sisal foram suspensos exclusivamente para os moradores de Biritinga devido à inadimplência da Prefeitura Municipal junto ao CONPIS (Consórcio Público Interfederativo de Saúde do Sisal).
“Desde março o município não faz os repasses obrigatórios ao consórcio. Isso tem deixado a população desassistida, sem acesso a exames, consultas com especialistas e até cirurgias de alta complexidade”, afirmou o vereador Nilson do Cardoso. A colega de bancada, Arylma da Vila, reforçou que a situação é alarmante: “Estamos falando de vidas. A gestão não pode brincar com a saúde da população”.

A denúncia ganhou ainda mais gravidade após moradores relatarem que estavam sendo recusados na Policlínica. Ao apurar os fatos, os vereadores foram até a unidade, onde conversaram com Miria, Diretora da Policlínica Regional. Segundo os edis, a diretora teria informado que um ofício emitido em 10 de março de 2025 pelo presidente do consórcio, confirmou a suspensão dos atendimentos a pacientes de Biritinga por falta de pagamento.
“O município está inadimplente, e por isso os serviços foram suspensos. Inclusive, neste fim de semana, será realizado um mutirão com 3.420 exames distribuídos entre os municípios consorciados e, infelizmente, Biritinga está fora. A população da cidade perderá, por exemplo, 100 exames de ressonância que seriam destinados aos moradores”, destacou Nilson.

Os vereadores ainda informaram que formalizaram um pedido de acesso aos documentos que comprovam a dívida e aguarda retorno do CONPIS, com o valor atualizado e os meses em atraso. O Portal Massapê buscou a versão da Prefeitura Municipal de Biritinga, mas até a publicação desta matéria não obtivemos resposta. Seguimos abertos para receber e divulgar a posição oficial da gestão.
Enquanto isso, os moradores do município continuam enfrentando longas filas de espera no sistema de regulação estadual ou tendo que recorrer a atendimentos na capital, uma realidade que, segundo os vereadores, poderia ser evitada com a regularização dos repasses.