7 de março de 2026 | REGIÃO DO SISAL

Bebê de 11 dias morre em São Domingos; investigação apura suspeita de que mãe tenha dormido sobre a criança

POLICIA CIVIL E MILITAR DA BAHIA (3)

Um recém-nascido de 11 dias de vida morreu na madrugada de domingo (22) no município de São Domingos, na região sisaleira da Bahia, em um caso que agora é alvo de investigação policial.

Segundo informações preliminares, há a suspeita de que a mãe tenha adormecido sobre o bebê durante o sono, o que pode ter resultado em asfixia acidental. O caso veio à tona após um documento assinado pela própria mãe, ao qual a reportagem teve acesso, registrar tais circunstâncias.

Atendimento e confirmação do óbito

A criança foi levada imediatamente ao Hospital Municipal de São Domingos, onde a equipe médica de plantão constatou o óbito ainda nas primeiras horas do dia. A bebê ainda não havia sido registrada em cartório, conforme informou a delegada responsável pela investigação.

Em entrevista, a delegada titular de São Domingos, Rosângela Batista Silva, afirmou que o caso foi registrado e que será analisado com profundidade para esclarecer as circunstâncias que levaram à morte do recém-nascido. Para isso, foi expedida uma guia para exame necroscópico, que deverá apontar a causa oficial do óbito com base no laudo pericial.

“A investigação foi instaurada desde o momento em que o óbito foi confirmado. Só após o laudo pericial, que pode levar semanas, teremos elementos técnicos que expliquem de fato o que aconteceu”, declarou a delegada, destacando que o procedimento policial tem prazo de até 190 dias para conclusão.

Contexto e importância da investigação

Casos envolvendo a morte de recém-nascidos sob circunstâncias suspeitas normalmente exigem uma investigação detalhada e multidisciplinar, incluindo análise pericial e entrevistas com familiares e testemunhas. As autoridades buscam, nesse tipo de procedimento, distinguir entre mortes acidentais, negligência e outras causas que possam ter contribuído para a tragédia.

Próximos passos

Enquanto aguarda-se o laudo do Instituto Médico Legal (IML), a Polícia Civil continuará ouvindo envolvidos e coletando dados que possam ajudar a esclarecer se o bebê morreu em decorrência do suposto episódio de sufocamento acidental ou por outra causa não evidente no momento.