Um levantamento realizado com base em dados do Conselho Tutelar revelou um cenário alarmante no município de Conceição do Coité. Ao longo de 2025, pelo menos 62 crianças e adolescentes foram vítimas de crimes sexuais registrados na cidade, envolvendo diferentes tipos de violência, como estupro, abuso e exploração sexual.
Os números foram levantados pela jornalista Rafaela Rodrigues e apontam que a violência sexual contra menores continua sendo uma realidade preocupante na região sisaleira, mesmo em um município considerado um dos mais estruturados da área, onde existem mecanismos de denúncia e redes de proteção mais acessíveis.
Tipos de crimes registrados
De acordo com os dados divulgados, os registros de 2025 incluem diversas formas de violência sexual contra crianças e adolescentes. Entre os casos contabilizados estão:
- 30 casos de violência sexual (abuso)
- 1 caso de exploração sexual
- 1 caso de exposição indevida de imagem de criança ou adolescente
- 2 casos de abuso sexual cometido por cuidadores
- 8 casos de abuso praticado por pessoas do círculo social ou de amizade
- 8 casos de abuso cometidos por familiares
- 3 casos de assédio sexual
- 4 casos de estupro
- 5 casos de estupro de vulnerável
A maioria das vítimas está na faixa etária entre 12 e 16 anos, o que acende um alerta sobre a vulnerabilidade de adolescentes nessa fase da vida.
Rede de proteção atua nos casos
Segundo o Conselho Tutelar do município, o enfrentamento dessas ocorrências ocorre de forma integrada entre diferentes órgãos da rede de proteção. Entre as instituições envolvidas estão Polícia Civil, Ministério Público, Defensoria Pública, CRAS, CREAS e CAPS, que atuam de acordo com a gravidade e as características de cada situação registrada.
O trabalho conjunto dessas entidades busca garantir acolhimento às vítimas, investigação dos casos e responsabilização dos agressores, além de acompanhamento psicológico e social quando necessário.

Importância da denúncia
Especialistas e órgãos de proteção reforçam que a denúncia é fundamental para interromper ciclos de violência e garantir a proteção das vítimas. Familiares, vizinhos, professores e toda a comunidade podem desempenhar um papel importante ao identificar sinais de abuso, como mudanças bruscas de comportamento, isolamento, medo ou retraimento em crianças e adolescentes.
Casos suspeitos podem ser denunciados de forma anônima por meio do Disque 100, diretamente ao Conselho Tutelar ou às autoridades policiais.
O levantamento reforça a necessidade de atenção permanente da sociedade e fortalecimento das políticas de proteção à infância e adolescência, diante da gravidade e do impacto desses crimes na vida das vítimas.
Fonte: Portal Raizes.