23 de outubro de 2026 | REGIÃO DO SISAL

Arcebispo de Feira de Santana assina carta de bispos que aponta riscos da candidatura de Flávio Bolsonaro à democracia

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O arcebispo de Feira de Santana, Dom Zanoni Demettino Castro, está entre os bispos e arcebispos católicos que assinaram uma carta aberta com posicionamentos críticos à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O documento, intitulado Carta de bispos católicos ao povo de Deus diante do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, foi divulgado na quinta-feira (22).

A manifestação aborda temas como democracia, soberania nacional, direitos trabalhistas, combate à pobreza, meio ambiente e acesso a armas. Embora não cite nominalmente os candidatos, o texto apresenta críticas a posições atribuídas a Flávio Bolsonaro e afirma que uma das candidaturas em disputa representa uma ameaça à democracia, à soberania nacional e à prática do bem comum.

Entre os pontos levantados pelos religiosos estão as posições atribuídas ao candidato sobre o fim da escala de trabalho 6×1, a ampliação do acesso a armas de fogo, as relações do Brasil com os Estados Unidos e as políticas ambientais.

A carta também faz referência à Doutrina Social da Igreja Católica e a ensinamentos religiosos relacionados à defesa da dignidade humana, dos mais pobres e da paz. Os signatários defendem que os eleitores considerem as propostas e o histórico dos candidatos antes de decidir o voto.

Religiosos da Bahia participam da manifestação

Além de Dom Zanoni Demettino Castro, a Bahia está representada no documento por Dom Vicente de Paula Ferreira, bispo da Diocese de Livramento de Nossa Senhora, e Dom Mauro Montagnoli, bispo emérito de Ilhéus.

Na carta, os religiosos afirmam que não consideram adequado permanecer neutros diante do cenário político apresentado e convocam os católicos a exercerem o direito ao voto no segundo turno, previsto para domingo (25), em defesa da democracia, dos valores humanitários, dos mais pobres e dos ensinamentos da Igreja.

O manifesto é uma iniciativa dos bispos que o assinam e não deve ser confundido com um documento oficial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), embora os signatários afirmem estar em comunhão com a entidade.

A divulgação ocorre às vésperas da votação que definirá a Presidência da República para o próximo mandato.

Redação Portal Massapê