14 de outubro de 2026 | REGIÃO DO SISAL

Vereador de 5º mandato questiona impacto do voto para presidente e diz que resultado do município não faz diferença

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O vereador Léo de Eridan, que exerce o quinto mandato na Câmara Municipal de Araci, afirmou durante discurso na sessão legislativa desta terça-feira (13) que está ocorrendo diversos fatos no município durante a campanha do 2 º turno das eleições. O edil afirmou, sem apresentar provas, que estão criando Fake News e disse que foi pressionado a se posicionar publicamente, incluindo a dizer se apoia ou não o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante a fala, o parlamentar declarou que não vota para defender ideologias ou a orientação sexual de outras pessoas. “Eu não voto em presidente da República para defender ideologia de ninguém, eu não voto em presidente da República para defender ‘opção’ sexual de ninguém”, afirmou. A declaração ocorreu em um contexto no qual ele relatava cobranças por seu posicionamento político e deu a entender que se sentia pressionado também por integrantes da comunidade LGBTQIA+.

O vereador disse que essas cobranças foram feitas para “tocar terror” nas pessoas. Que “quiseram tocar o terror até nos vereadores” e, após se sentir pressionado, ele teria declarado apoio ao seu candidato publicamente. Apesar de Léo ter afirmado seu posicionamento, a equipe de reportagem não localizou, nas redes sociais do parlamentar, uma publicação que permitisse identificar claramente essa posição até a elaboração desta matéria.

Léo de Eridan também questionou a influência dos votos do município no resultado nacional. “Até parece que a votação em Araci vai mudar o resultado da Presidência da República”, declarou. A fala foi acompanhada de questionamentos sobre se a eleição do presidente provocaria mudanças perceptíveis na vida dos eleitores.

Em outro momento, o vereador afirmou que havia um movimento de pressão psicológica e a circulação de notícias falsas sobre a possibilidade de um dos candidatos acabar com programas sociais. Segundo ele, essa informação não seria verdadeira. Durante o trecho relatado, porém, não foram apresentadas provas que demonstrassem a existência desse suposto movimento ou que identificassem a origem das informações mencionadas. Sem citar números nem apresentar qualquer prova documental, afirmou que pessoas estariam com problemas emocionais, com temor de que benefícios seriam cortados, caso o atual presidente não fosse reeleito.

Ao comentar sobre as orientações que teria dado a pessoas que o procuraram para conversar sobre o assunto, o parlamentar declarou: “Não vote, não se envolva, não escute ninguém”.

A Constituição Federal, em seu artigo 14, estabelece que a soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos. O dispositivo fundamenta o direito de participação dos cidadãos no processo democrático.

Embora o voto seja facultativo para determinados grupos e obrigatório para os demais eleitores dentro das condições previstas na Constituição, a escolha política deve ser livre, sem constrangimento.
Nesse contexto, a declaração do vereador para que as pessoas “não votem” contrasta com a importância constitucional da participação eleitoral como instrumento de exercício da soberania popular. 

Vale ressaltar que o vereador foi eleito por cinco vezes graças ao processo que, pontualmente, desencorajou os eleitores de se absterem.

Tentamos contato com o vereador, mas até a conclusão dessa reportagem, não obtivemos retorno.
O espaço segue aberto para apresentação e posicionamento do interessado.

redação