11 de setembro de 2026 | REGIÃO DO SISAL

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Em meio à crise, STF cancela sessão extraordinária pelo 2º dia seguido

Em meio ao agravamento da crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, cancelou nesta quinta-feira (10) a sessão extraordinária do Plenário que estava prevista para ocorrer em Brasília.

Segundo cancelamento em 2 dias

Em nota divulgada pelo tribunal, o STF informou que a reunião extraordinária desta quinta-feira foi suspensa e não haverá deliberações no Plenário. É o segundo dia seguido de cancelamentos, após Fachin ter decidido, na quarta-feira, interromper uma sessão e retirar sua participação oficial em um evento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Apesar do novo cancelamento, permanece convocada a sessão extraordinária do Plenário para a próxima terça-feira (15), às 10h, em Brasília, nos termos já anunciados pela Presidência do Supremo.

Corte dividida e pressão sobre relatorias

O movimento ocorre em um cenário de divisão entre duas alas dentro do STF. Parte dos ministros pressiona Fachin a assumir integralmente a relatoria dos chamados casos Master e INSS, como forma de responder à crise aberta após decisões de André Mendonça e Flávio Dino sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e sobre a condução do Inquérito das Fake News, antes sob responsabilidade de Alexandre de Moraes.

Outra corrente defende a convocação imediata de uma sessão plenária específica nos próximos dias, para que os integrantes coloquem todas as divergências em debate aberto. Ao mesmo tempo, manifestos de setores da sociedade civil cobram uma solução rápida e firme da Presidência do Supremo para conter o desgaste institucional.

Temor de desgaste e saída via Código de Ética

Na avaliação de ministros e interlocutores, realizar uma reunião sem enfrentar frontalmente a crise poderia expor ainda mais a imagem da Corte. Diante desse diagnóstico, Fachin decidiu reagir com a suspensão de sessões e o recuo em agendas públicas, enquanto busca uma estratégia para administrar os atritos internos.

Em busca de uma saída para a paralisia, o presidente do STF sinalizou a intenção de aproveitar o momento para retomar as discussões sobre a criação de um Código de Ética para os integrantes do tribunal. Auxiliares próximos avaliam que esse instrumento pode funcionar como um freio de arrumação e oferecer um respiro institucional ao Supremo.

Até agora, Fachin não detalhou publicamente quais medidas pretende adotar para pacificar o ambiente interno. A expectativa entre ministros é de que a sessão extraordinária marcada para 15 de setembro de 2026 se torne o espaço para discutir, de forma mais explícita, os rumos da Corte em meio à crise.