Subiu para nove o número de advogados investigados por participação em um suposto esquema criminoso ligado a integrantes de facções. Entre os alvos da investigação estão três profissionais que atuavam em Serrinha, município que abriga uma unidade prisional de segurança máxima considerada estratégica para o combate ao crime organizado na região.
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De acordo com as investigações, os advogados seriam responsáveis por intermediar a comunicação entre detentos e membros das organizações criminosas que estavam fora das unidades prisionais. O grupo utilizaria atendimentos jurídicos e visitas autorizadas para transmitir mensagens, ordens e informações consideradas sigilosas, permitindo a continuidade de atividades criminosas mesmo com lideranças presas.
Ainda segundo as apurações, o esquema funcionava como uma espécie de ponte entre os internos e comparsas em liberdade. As mensagens repassadas serviriam para orientar ações relacionadas ao tráfico de drogas, disputas entre facções, movimentação financeira e outras decisões estratégicas das organizações criminosas.
As investigações seguem em andamento e buscam identificar o grau de participação de cada suspeito. O caso chamou a atenção por envolver profissionais da advocacia e por ter ligação com o presídio de segurança máxima localizado em Serrinha, considerado um dos principais equipamentos do sistema prisional baiano no enfrentamento ao crime organizado.
Redação

