Médica de Salvador estreia na literatura com romance sobre a solidão das mães atípicasMédica de Salvador estreia na literatura com romance sobre a solidão das mães atípicas.
A autora conta que a ideia da obra surgiu da convivência diária com pacientes e familiares durante sua trajetória na pediatria, especialmente no acompanhamento de crianças com doença falciforme, enfermidade genética e hereditária que exige tratamento contínuo e frequentes internações.
“Meu trabalho como pediatra me fez conviver com várias histórias semelhantes à do livro. Quis trazer essa vivência real da rotina de um hospital para as páginas”, afirma Tatiane.
A narrativa acompanha Joana, protagonista que tem sua vida transformada pela condição de saúde do filho. O romance alterna momentos do passado e do presente para construir a trajetória da personagem. Em uma linha temporal, aparece a jovem cheia de expectativas, sonhos e planos para o futuro. Na outra, a mulher que enfrenta a exaustiva rotina hospitalar e o isolamento causado pelos cuidados constantes com a criança.
Ao colocar lado a lado essas duas fases da vida de Joana, o livro mostra como a maternidade ligada ao cuidado de pacientes crônicos pode mudar completamente a rotina, os relacionamentos e os projetos pessoais de uma mulher.
Segundo Tatiane, a história ultrapassa o universo médico e dialoga com diferentes leitores ao abordar questões sociais e emocionais que fazem parte da vida de muitas famílias.
“Como médica, convivi com mães que passam meses em um hospital e vi de perto o isolamento dessas mulheres. Minha principal intenção ao escrever foi fazer com que essas mães finalmente sejam vistas e validadas”, diz.
Soteropolitana, Tatiane Martins é casada, mãe de duas crianças e atua como hematologista pediátrica no Hemoba, no Hospital Santa Izabel e no Hospital das Clínicas. Em sua trajetória profissional, acompanhou de perto histórias de mulheres que inspiraram a construção do romance.
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