4 de maio de 2026 | REGIÃO DO SISAL

Saiba detalhes das três crianças vitimadas em incêndio; caso é tratado como abandono de incapaz com resultado morte

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O incêndio que vitimou quatro crianças no bairro CSU, em Serrinha, na manhã deste domingo (3), ganhou novos desdobramentos ao longo do dia com a identificação oficial das vítimas e o avanço das investigações.

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As crianças que morreram carbonizadas foram identificadas como Jeremias de Jesus Borges, de 6 anos, Samuel Nascimento de Almeida, de 4 anos, e Ismael Nascimento de Jesus Borges, de apenas 1 ano. Uma quarta criança, de 7 anos, é irmã das vítimas e conseguiu escapar após tentar socorrê-los. Ela foi socorrida após inalar fumaça durante o incêndio e ter parte dos cabelos queimados, mas não corre risco de vida.



Crianças abandonadas?

A mãe das crianças, identificada como C. N. J., de 27 anos, não estava na residência no momento do incêndio. Segundo relatos, ela teria saído por volta das 20h da noite anterior e algumas imagens que circulam na internet, identificam a genitora numa festa se divertindo. Quando o caso já estava em andamento, a mulher chegou na residência desacompanhada. Veja vídeo aqui

De acordo com informações preliminares, o genitor das crianças está fora da cidade e ao ser informado da notícia, alegou que desconhecia o fato da mãe ter se ausentado por horas da residência da família. Ele desabou quando soube que os meninos tinham sido carbonizados.

Vizinhança

De acordo com relatos colhidos por nossa equipe, a família havia chegado fazia pouco tempo na residência e ainda não tinha estabelecido vínculos. O imóvel, que estava alugado, fica situado em um prédio nas proximidades do Centro Social Urbano de Serrinha. O prédio possui diversas casas com um portão de uso compartilhado. Para ter acesso ao local do incêndio, os moradores tiveram que arrombar esse portão até chegar no quarto dos fundos. Infelizmente, quando chegaram, as crianças já estavam mortas.



Causa e responsabilidade

O Corpo de Bombeiros atuou para conter as chamas que se alastraram rapidamente. Um isqueiro foi recolhido do local e, segundo relatos da única sobrevivente, a irmã de 7 anos, foi utilizado numa brincadeira. O fogo rapidamente tomou conta do colchão onde as crianças estavam e não foi possível salvá-las.

Não há indicativo de quantos moradores habitam o prédio residencial, nem se há extintores de incêndio nas áreas comuns.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e foi tipificado, de forma preliminar, como abandono de incapaz com resultado morte, conforme previsto no artigo 133 do Código Penal Brasileiro, cuja pena pode ser agravada em razão do desfecho fatal envolvendo menores de idade.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e foi tipificado, de forma preliminar, como abandono de incapaz com resultado morte, conforme previsto no artigo 133 do Código Penal Brasileiro, cuja pena pode ser agravada em razão do desfecho fatal envolvendo menores de idade.

Equipes do Departamento de Polícia Técnica (DPT) seguem trabalhando na perícia para esclarecer completamente as circunstâncias do incêndio.

Diante das circunstâncias, ela foi presa em flagrante e conduzida à Delegacia de Polícia Civil.


Redação