A Câmara Municipal de Biritinga já acumula três semanas consecutivas sem a realização de sessões legislativas, situação que tem chamado a atenção de moradores e levantado críticas sobre a condução dos trabalhos no Legislativo local. Vale ressaltar que atualmente, são realizadas apenas uma sessão por semana. Então neste mês os vereadores não teriam realizado nenhuma sessão até o momento.
De acordo com informações divulgadas pelos próprios vereadores, a suspensão das sessões ocorre em razão da instalação de um novo sistema de votação eletrônica na Casa. A modernização, segundo eles, busca trazer mais transparência e agilidade aos processos legislativos. No entanto, a ausência prolongada de atividades presenciais ou deliberativas tem gerado desconforto entre a população.
Apesar da justificativa, o cenário abre espaço para questionamentos, principalmente diante de alternativas já adotadas em municípios da própria região sisaleira. Em Araci, por exemplo, a Câmara Municipal tem realizado sessões de forma virtual durante o período de reforma da sede, garantindo a continuidade dos trabalhos legislativos mesmo diante de limitações estruturais, para que não haja prejuízo a população e ao erário público, com o pagamento de servidores e dos próprios vereadores mesmo sem os mesmos estarem trabalhando por não estar acontecendo sessões.
A comparação reforça o debate sobre a necessidade de adaptação e compromisso com a atividade parlamentar, sobretudo em tempos em que ferramentas digitais permitem a realização de sessões remotas de forma eficiente e acessível.
A ausência prolongada de sessões também evidencia a gravidade da situação e os prejuízos diretos para a população. Com os vereadores sem atuar em plenário, pautas importantes deixam de ser discutidas e votadas, travando projetos, indicações e demandas urgentes da comunidade.
Em municípios vizinhos, o cenário é bem diferente: em Teofilândia, por exemplo, já houve realização de sessão itinerante em povoados, justamente com o objetivo de aproximar o Legislativo da população. Em outras cidades, melhorias estruturais e reformas costumam ser planejadas para o período de recesso legislativo ou, quando ocorrem durante o calendário de trabalho, contam com a definição de espaços alternativos para garantir a continuidade das sessões enquanto a sede passa por intervenções.
Enquanto isso, em Biritinga, projetos, indicações e demandas da população seguem aguardando apreciação, o que intensifica a cobrança por parte dos cidadãos. A expectativa agora gira em torno da retomada das sessões e da normalização dos trabalhos, com maior celeridade e transparência.
A situação evidencia um ponto sensível: mais do que modernizar sistemas, é fundamental garantir que o funcionamento do Legislativo não seja interrompido, mantendo o diálogo constante com a população e o cumprimento de suas responsabilidades institucionais.
O espaço segue aberto para manifestação de resposta por parte do Legislativo Biritinguense.