23 de abril de 2026 | REGIÃO DO SISAL

Sem salário, funcionários paralisam escola na zona rural de Barrocas e alunos ficam sem aula

ESCOLA MUNICIPAL CURRALINHO BARROCAS

A falta de pagamento de salários levou à paralisação das atividades em uma unidade de ensino na zona rural de Barrocas nesta sexta-feira (10). Funcionários da Escola Municipal Fabrônio Teles, localizada no povoado de Curralinho, decidiram não comparecer ao trabalho após denunciarem atraso nos vencimentos.

Mensagens atribuídas a servidoras da própria escola, divulgadas em grupos de conversa, indicam que a decisão foi coletiva. Nos áudios e textos, funcionárias afirmam que só retornariam às atividades após a regularização dos pagamentos. Diante da ausência de profissionais, uma responsável pela unidade confirmou a suspensão das aulas no dia.

A paralisação causou preocupação entre pais e moradores da comunidade, já que compromete o calendário letivo e afeta diretamente os estudantes da localidade.

Impacto pode atingir outras unidades

Relatos apontam que o problema pode não se restringir à escola de Curralinho. Um morador, que preferiu não se identificar, afirmou que alunos do Colégio Plínio Carneiro também teriam sido prejudicados, ficando sem transporte escolar devido ao suposto atraso no pagamento de motoristas que atendem regiões como Barreira e Baraúna do Rumo.

“Os alunos ficaram sem ônibus por falta de pagamento”, relatou.

Vereador cobra providências

Morador da comunidade, o vereador Aldo do Curralinho classificou a situação como “lamentável” e criticou a gestão municipal. Segundo ele, os principais prejudicados são os estudantes.

“As crianças são o futuro da nossa cidade e estão sendo diretamente afetadas por essa irresponsabilidade”, afirmou.

O parlamentar também questionou a aplicação de recursos públicos na educação. De acordo com ele, cerca de R$ 60 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) teriam sido repassados ao município nos últimos 15 meses, sem avanços percebidos pela população.

Aldo declarou ainda que poderá acionar órgãos de controle, como o Ministério Público, caso o problema não seja resolvido com urgência.

Prefeitura não se manifestou

Até a publicação desta matéria, a Prefeitura de Barrocas não havia se pronunciado oficialmente sobre as denúncias de atraso salarial nem sobre a previsão de normalização dos pagamentos.

A suspensão das aulas evidencia mais um desafio enfrentado pela educação na zona rural, onde a interrupção dos serviços impacta diretamente o acesso dos alunos ao ensino.

Com informações de Clériston Silva.