O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que a resposta para o feminicídio da policial militar Gisele Alves Santana deve ser a punição rigorosa do responsável, durante declaração dada nesta terça-feira (24).
O posicionamento ocorre cerca de um mês após o crime, que inicialmente chegou a ser tratado como suicídio, mas passou a ser investigado como feminicídio após avanço das perícias.
Governador defende rigor da Justiça
Ao comentar o caso pela primeira vez publicamente, Tarcísio foi enfático ao defender responsabilização exemplar. Segundo ele, “a melhor resposta” para crimes dessa natureza é garantir que o autor seja julgado e condenado com todo o rigor da lei.
O principal suspeito é o companheiro da vítima, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que já foi preso e responde por feminicídio e fraude processual.
Caso teve reviravolta nas investigações
A policial foi encontrada ferida dentro do apartamento onde morava, na região do Brás, em São Paulo, no dia 18 de fevereiro. Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio com base na versão apresentada pelo próprio companheiro.
No entanto, análises periciais e investigações da Polícia Civil indicaram inconsistências na narrativa, levando à mudança da linha investigativa e à prisão do oficial, apontado como autor do disparo que matou a vítima.
Feminicídios em alta
O caso ocorre em meio a um cenário preocupante de crescimento nos índices de feminicídio no estado de São Paulo. Dados recentes apontam aumento no número de casos, reforçando o alerta das autoridades para a gravidade da violência contra a mulher.
“Crime não ficará impune”
Durante a declaração, o governador reforçou que o Estado deve agir com firmeza para combater esse tipo de crime.
Segundo ele, o acusado já está preso, será julgado e a expectativa é de condenação severa, como forma de enfrentar a sensação de impunidade e dar uma resposta à sociedade diante de casos de violência de gênero.
O episódio gerou grande repercussão nacional e reacendeu o debate sobre feminicídio, especialmente quando envolve agentes de segurança pública, destacando a urgência de políticas mais efetivas de proteção às mulheres.