O homem apontado como principal suspeito de assassinar a companheira, Maria da Penha da Silva Conceição, de 38 anos, apresentou-se às autoridades e foi detido neste sábado (7) no município de Santaluz, na região sisaleira da Bahia. O caso é investigado como feminicídio.
A vítima morreu na última quinta-feira (5) após ser encontrada inconsciente dentro de uma residência no bairro Açude Tapera. Segundo informações das autoridades, Maria da Penha apresentava diversos sinais de agressão pelo corpo quando foi socorrida e encaminhada ao hospital do município.
Vítima chegou a ser socorrida
De acordo com relatos, a mulher foi atendida inicialmente por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para a unidade de saúde da cidade. Ela apresentava hematomas na região do tórax e da cabeça, além de sangramento no nariz, indícios de espancamento. Apesar do atendimento médico, Maria da Penha não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu horas depois.
Moradores da localidade relataram ter ouvido gritos de socorro vindos da casa da vítima. Alguns vizinhos ainda tentaram ajudar, mas não conseguiram impedir as agressões.
Suspeito se apresentou à Guarda Municipal
Após o crime, o companheiro da vítima passou a ser considerado o principal suspeito e não havia sido localizado. No entanto, na manhã deste sábado, o homem decidiu se apresentar à Guarda Civil Municipal de Santaluz, sendo imediatamente detido pelos agentes.
Em seguida, ele foi conduzido à Delegacia Territorial de Santaluz, onde o caso segue sob investigação da Polícia Civil. As autoridades buscam esclarecer as circunstâncias do crime e reunir elementos para o andamento do processo judicial.

Crime reforça alerta sobre violência contra a mulher
A morte de Maria da Penha causou forte comoção na cidade e reacende o alerta para a violência doméstica. O caso chama atenção também pelo fato de a vítima ter o mesmo nome da Lei Maria da Penha, legislação criada no Brasil para proteger mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
A lei, sancionada em 2006, prevê punições mais rigorosas para agressores e estabelece medidas protetivas para garantir a segurança das vítimas. O caso segue sendo investigado pelas autoridades policiais.