A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Trânsito realizou, na noite desta semana, mais uma operação de fiscalização no município de Araci, na região sisaleira, com foco no combate à pesca ilegal durante o período de reprodução dos peixes, conhecido como período de defeso. A ação resultou na apreensão de 32 linhas de pesca utilizadas de forma irregular.
A operação mobilizou 12 homens em campo, incluindo 6 agentes da associação, 5 integrantes da Guarda Civil Municipal (GCM) e contou com a presença do secretário municipal de Segurança Pública e Trânsito, Jera Policial. Segundo a pasta, a fiscalização integra um trabalho contínuo de proteção ambiental e cumprimento rigoroso da legislação.
De acordo com o secretário, a pesca durante o período de defeso é expressamente proibida por lei, pois coincide com a fase reprodutiva das espécies, fundamental para a manutenção dos estoques pesqueiros e do equilíbrio ambiental. “A lei será cumprida. Seguiremos firmes nas fiscalizações para coibir práticas ilegais e preservar o meio ambiente”, afirmou.
A legislação ambiental prevê que a pesca nesse período configura infração ambiental, sujeitando os responsáveis a multas, apreensão de apetrechos de pesca, suspensão ou cancelamento de autorizações, além de outras penalidades previstas em lei, conforme a gravidade da ocorrência.
A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Trânsito informou que novas ações de fiscalização serão realizadas e reforçou o apelo à população para que respeite o período de defeso e colabore com denúncias de atividades ilegais, contribuindo para a preservação dos recursos naturais de Araci e da região sisaleira.
Respeitar o período de defeso é fundamental para a manutenção das espécies aquáticas e para a sustentabilidade da própria atividade pesqueira. É nesse intervalo que os peixes se reproduzem e garantem a reposição natural dos estoques, assegurando o equilíbrio dos rios e reservatórios. Quando a pesca ocorre de forma irregular nesse período, o ciclo reprodutivo é interrompido, reduzindo drasticamente a quantidade de peixes ao longo do tempo. A consequência é direta: sem reprodução hoje, não haverá peixe para pescar amanhã, comprometendo a renda de pescadores, o meio ambiente e levando, em casos extremos, à extinção das espécies no local. Preservar agora é garantir que a pesca continue sendo possível e sustentável nos períodos permitidos.