A Nova Rodoviária de Salvador começa a se consolidar como muito mais do que um terminal de transporte. O equipamento nasce com a proposta de funcionar como um polo integrado de mobilidade, serviços e desenvolvimento econômico, com impacto direto em regiões como Pirajá, Cajazeiras e o Subúrbio Ferroviário.
Com área total superior a 127 mil metros quadrados e cerca de 41 mil metros quadrados de área construída, o Terminal Salvador foi planejado como um hub moderno, reunindo metrô, ônibus urbanos, metropolitanos e intermunicipais. O projeto prevê ainda futura integração com o VLT. A estimativa é de que aproximadamente 20 mil passageiros circulem diariamente pelo local, com cerca de mil ônibus realizando embarques e desembarques todos os dias.
Além de atender à demanda de transporte, a nova rodoviária também amplia a oferta de serviços à população. O complexo conta com mais de 200 pontos comerciais e estrutura que inclui unidade do SAC, clínica médica, farmácias, delegacia, lojas, lanchonetes e restaurantes. A proposta segue um padrão semelhante ao de aeroportos, priorizando conforto, acessibilidade, tecnologia e sustentabilidade.

Os efeitos do empreendimento já começam a refletir no mercado imobiliário. De acordo com a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), há crescimento no interesse por empreendimentos residenciais e comerciais de perfil popular na região, diferente do modelo corporativo predominante no entorno da antiga rodoviária. Incorporadoras que já atuam no local buscam novas áreas para atender à demanda crescente por moradia.
Por estar implantada em uma área densamente povoada e com comércio ativo, a Nova Rodoviária tende a gerar impactos mais rápidos do que os observados na transferência da antiga estação, há cerca de cinco décadas, para o eixo ACM–Tancredo Neves. Especialistas apontam que, desta vez, os efeitos recaem diretamente sobre territórios vivos, com forte presença popular.

Para o governador Jerônimo Rodrigues, a obra representa mais do que um investimento em infraestrutura. Segundo ele, a Nova Rodoviária da Bahia se firma como um vetor de transformação social e econômica, reforçando o papel do Estado no estímulo ao desenvolvimento e ampliando o acesso da população a emprego, renda e oportunidades.