Um caso registrado na tarde desta segunda-feira (08), no Centro de Quijingue, evidenciou não apenas um episódio de furto em estabelecimento comercial, mas também a vulnerabilidade social envolvendo uma adolescente de 15 anos, grávida de oito meses, e sem a presença de responsáveis legais na cidade.
Por volta das 15h, a gerência de uma loja de confecções acionou a polícia após constatar, por meio das câmeras de segurança, que uma mulher havia furtado uma sandália do estabelecimento. Durante as buscas, os agentes foram informados de que a suspeita estaria em um bar próximo, onde acabou sendo identificada: tratava-se de uma adolescente, visivelmente gestante.
Ao ser questionada, a jovem relatou que os pais residem em São Paulo e que sua responsável atual, a irmã mais velha, encontra-se presa em Salvador. Sem qualquer adulto da família para acompanhá-la, o caso exigia o acionamento imediato do Conselho Tutelar. No entanto, ao entrar em contato com o plantão, os agentes foram informados pela conselheira de que não seria possível atender à demanda naquele momento.
Diante do cenário atípico e da recusa do órgão responsável por garantir a proteção de menores, a guarnição retornou à loja, onde, devido ao baixo valor do item furtado, a situação foi resolvida diretamente com a gerente. Em seguida, preocupados com a condição da adolescente, os agentes a conduziram até o local de trabalho do pai da criança que ela espera, para que ao menos ela tivesse algum suporte imediato.
O episódio reforça debates sobre a fragilidade da rede de assistência local e a necessidade de respostas mais eficazes para casos que envolvem adolescentes em situação de risco.
Imagem Ilustrativa