Um jovem foi brutalmente espancado em Araci, no território do Sisal, em um episódio que reacende o alerta para a atuação de grupos criminosos e para a vulnerabilidade de pessoas em situação de dependência química. O caso ocorreu na segunda-feira, 1° de dezembro,, em plena luz do dia, por volta das 13h, no campo do município. Segundo relatos, diversos homens, supostamente integrantes de uma facção criminosa, renderam o rapaz, que enfrenta problemas relacionados ao uso de drogas, e o levaram à área do campo. No local, reuniram moradores e curiosos para assistir ao espancamento público, caracterizando um ato de violência extrema e intimidação coletiva.
Após ser agredido com violência e já em estado grave, o jovem teria pedido ajuda de populares para chamar uma ambulância ou para ser levado ao pronto atendimento. Nenhuma das pessoas que presenciaram a cena ofereceu socorro. Sozinho, ele caminhou até o hospital do município, onde foi atendido pela equipe de plantão.
Nesta sexta-feira, 5 de dezembro, familiares relataram que o jovem ficou horas desaparecido após o ataque. Somente mais tarde, ao procurarem notícias, descobriram que ele estava internado no hospital. A família afirma que o estado de saúde é estável e que ele está fora de risco, com previsão de receber alta nos proximos dias.
O núcleo familiar, porém, teme que o jovem volte às ruas sem acompanhamento adequado e possa ser novamente alvo de violência. Eles explicam que o rapaz possui uma liminar judicial que garante o direito ao acolhimento em uma clínica de reabilitação. No entanto, até o momento, nenhuma instituição teria aceitado recebê-lo, o que agrava a preocupação quanto ao seu futuro imediato.
“Nosso medo é que, sem tratamento, ele volte a circular sem rumo e aconteça algo pior”, relatou um dos familiares que pediu para não ser identificado.
O caso levanta questionamentos sobre a ausência de políticas efetivas de acolhimento e proteção para pessoas em situação de dependência química, além de reforçar a urgência de ações mais incisivas de segurança pública no município. A família segue em busca de uma vaga em uma clínica especializada, enquanto espera que as autoridades investiguem o ataque e impeçam novas ocorrências semelhantes.