7 de março de 2026 | REGIÃO DO SISAL

Enquanto prefeita de Araci age em prol da população, Prefeito de Biritinga se omite: contraste entre gestões expõe despreparo diante das chuvas; Veja vídeos

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As fortes chuvas que atingiram a região sisaleira na noite desta quarta-feira (19) escancararam não apenas a fragilidade da infraestrutura das cidades, mas também o abismo entre gestões que tratam a população com responsabilidade, e aquelas que preferem o silêncio enquanto os moradores enfrentam sozinhos as consequências do temporal.

Em Araci, onde a água chegou à altura dos joelhos em diversos bairros e famílias ficaram ilhadas, a prefeitura mobilizou equipes desde as primeiras horas da madrugada. A gestão municipal informou que, apesar dos alagamentos, não houve ocorrências graves até a manhã desta quinta-feira (20), graças às ações emergenciais. Técnicos permaneceram em áreas de risco monitorando estruturas, orientando moradores e prevenindo acidentes. Além disso, foram montados dois pontos de apoio para possíveis desabrigados: o Centro Paroquial (Escola Nilton Santiago) e a Escola Erasmo. A resposta rápida demonstrou organização, respeito e preocupação real com a segurança dos araciense.

Enquanto isso, Biritinga viveu um cenário ainda mais grave, e um abandono ainda mais evidente.

Moradores relatam que ruas inteiras ficaram intransitáveis e casas foram invadidas pela água. Há quem aponte que obras mal executadas contribuíram diretamente para o acúmulo de enxurradas e para o agravamento dos danos. Ainda assim, mesmo diante de um quadro crítico, o prefeito de Biritinga e sua equipe permaneceram inertes.

Até o momento, a gestão não emitiu qualquer comunicado oficial, alerta ou orientação por meio dos canais públicos de informação. Não houve indicação de pontos de apoio, não houve presença efetiva de equipes nas áreas afetadas, não houve ação concreta de assistência, nada. Moradores afetados precisaram recorrer a vizinhos, amigos e à própria força para tentar conter prejuízos que, segundo eles, poderiam ter sido minimizados caso houvesse planejamento e resposta imediata.

A situação contrasta frontalmente com a postura adotada em Araci: enquanto uma gestão correu para proteger vidas, a outra virou as costas para sua população justamente no momento de maior necessidade.

Com alertas emitidos pelo Inmet prevendo até 100 mm de chuva e risco de novos alagamentos, a ausência de posicionamento da prefeitura de Biritinga não é apenas um erro administrativo, é um desrespeito. A cidade enfrenta um risco real, ampliado por obras questionáveis e pela falta de coordenação pública, e mesmo assim a gestão opta pelo silêncio.

A cobrança agora vem das ruas. Moradores exigem explicações e ações imediatas do prefeito, que, diante do caos instalado, parece ser o único que não enxergou a urgência da situação.

Enquanto Araci age com preparo e cuidado, Biritinga segue afogada em descaso. A pergunta que ecoa entre os biritinguenses é simples: quando, e se, a prefeitura vai finalmente assumir sua responsabilidade?