Um funcionário contratado da Prefeitura de Biritinga, que preferiu não se identificar por medo de represálias e possível demissão, fez uma grave denúncia contra o atual prefeito Gil de Gode. Segundo ele, há meses os trabalhadores contratados vêm sofrendo com atrasos salariais, descontos injustificados e falta de diálogo com o chefe do Executivo. Servidor contratado afirma que o prefeito tem atrasado pagamentos há quase quatro meses e repassado apenas 75% dos salários, e quando questionado sobre os cortes sem justificativa, já que os trabalhadores vem cumprindo com seus horários e obrigações, são informados que se quiserem algo melhor que podem pedir demissão. Clima de medo e coação com ameaças de demissão rondam os bastidores da gestão.
“Estamos quase quatro meses com salário atrasado, sem pagar o valor justo, pagando só 75% do salario para os pais e mães de família que trabalham como contratados da Prefeitura. A gente não aguenta mais, não sabe o que fazer. As contas chegam e não temos como pagar pois somos pegos desprevenidos com os cortes.”, relatou o servidor em desabafo enviado à reportagem do Portal Massapê.

De acordo com o denunciante, a situação tem deixado dezenas de famílias em desespero, já que muitos dependem exclusivamente do pagamento da prefeitura para sustentar suas casas e pagar contas básicas. “Estamos trabalhando sem dinheiro, sem poder pagar as contas. E quando a gente tenta falar, o prefeito responde: se estiver achando ruim, procure seus meios melhores.”
O relato revela um cenário de insegurança e abandono entre os contratados. “Os contratados aqui estão sendo tratados como cachorro. O salário da gente cai cortado, sem a gente faltar nenhum dia. Ninguém explica nada.”, completa.
Enquanto os servidores sofrem com a incerteza financeira, a prefeitura não tem se manifestado publicamente sobre o motivo dos atrasos ou sobre a redução dos pagamentos. O silêncio do Executivo, somado ao medo de represálias, amplia o clima de insatisfação dentro da administração municipal.
O caso levanta questionamentos sobre a gestão financeira da prefeitura, que recentemente pediu empréstimo de 10 milhões a câmara municipal para uma obra faraónica, mas não paga nem seus funcionários. Uma total respeito aos direitos trabalhistas dos contratados, que seguem sem garantias e sem voz diante da falta de transparência.
Em um momento em que a população enfrenta dificuldades econômicas, a postura relatada do gestor de Biritinga expõe um retrato preocupante da condução da administração pública local, onde servidores dizem ser ouvidos apenas para trabalhar, nunca para reivindicar.