7 de março de 2026 | REGIÃO DO SISAL

Crise da água expõe descaso da Embasa e fragilidade da gestão municipal em Biritinga; Falta de estrutura e abastecimento regular prejudicam a vida da população; Veja vídeo

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A cidade de Biritinga, conhecida historicamente como “a terra da água” pela abundância de seus lençóis freáticos e nascentes, enfrenta uma contradição dolorosa: a população tem vivido há meses sem o abastecimento regular de água potável.

“Biritinga é conhecida como a cidade da água, mas a gente vive pedindo um balde emprestado. A Embasa some, a Prefeitura diz que tá tentando resolver, e quem sofre é o povo, sem água pra beber, pra cozinhar, pra viver. É uma vergonha!”

O problema, de conhecimento da Prefeitura e da Embasa, tornou-se uma verdadeira crise de sobrevivência por conta do descaso. Apesar de várias reuniões e promessas de solução, nenhuma medida concreta foi tomada, e o que se vê são ações consideradas fracas e ineficazes pela comunidade, que vive sem cair se quer uma gota de água nas torneiras por longos períodos.

Enquanto as torneiras permanecem secas por semanas, as contas de água continuam chegando, cada vez mais caras, como se o serviço estivesse sendo prestado normalmente, o que está longe da realidade. “É revoltante! A gente passa semanas sem ver uma gota d’água e ainda tem que pagar a conta como se estivesse tudo normal.”

O sentimento de abandono cresce entre os moradores, que criticam tanto a Embasa quanto a Prefeitura pela falta de respostas efetivas. Muitos cobram, ao menos, o envio de caminhões-pipa para garantir o abastecimento emergencial, mas até isso tem faltado. A situação é ainda mais grave nas comunidades rurais, onde a escassez compromete o consumo humano e a rotina das famílias.

“Nem um caminhão-pipa mandam. É humilhante depender da chuva pra encher uma garrafa. O que adianta ter tanta fonte de água se falta estrutura e vontade política pra fazer o básico? A gente se sente abandonado. É como se o direito à água não valesse nada pra quem mora aqui. Enquanto eles ficam jogando a culpa um no outro, quem tá no meio dessa seca somos nós.”

Em uma cidade rica em recursos hídricos, a situação é ainda mais revoltante: Biritinga exporta água para outros municípios da região sisaleira, mas não consegue garantir o básico para os seus próprios habitantes. A população, cansada de esperar, clama por respeito, transparência e, acima de tudo, por água, um direito essencial que virou privilégio, e diz que se a situação não for resolvida, que pode chegar a realizar protestos mais enérgicos e boicotes tanto contra distribuidora de água como contra a gestão municipal.