A população de Biritinga enfrenta, mais uma vez, o risco de ver serviços de saúde essenciais serem comprometidos por culpa da administração municipal. Informações exclusivas passadas a redação do Portal Massapê, denunciam que o município está inadimplente com os seus compromissos financeiros junto à Policlínica Regional do Sisal mais uma vez. Atraso esse que já motivou a suspensão de atendimentos pela unidade a teriormente.
Segundo as denúncias, a parcela que Biritinga deveria pagar mensalmente para manter acordos com a Policlínica Regional não está sendo quitada. Essa inadimplência fez com que os serviços fossem suspensos, prejudicando o acesso da população a atendimento especializado.
A situação vem sendo denunciada por vereadores, que alertam que esta não é uma situação pontual ou inesperada: trata-se de mais um capítulo de uma crise crônica no setor da saúde municipal e nos cofres públicos do município, onde falhas administrativas e descaso com obrigações legais colocam em risco o direito de cidadãos e cidadãs a cuidados de saúde dignos.
A ausência de pagamento pode gerar uma série de consequências graves:
Suspensão permanente de atendimentos: Especialidades médicas, exames, procedimentos e consultas que dependem da Policlínica podem parar até que o débito seja regularizado.
Aumento da pressão sobre a atenção básica: Sem o suporte especializado, unidades de saúde locais poderão ficar sobrecarregadas, ou simplesmente incapazes de atender demandas que já exigem encaminhamento.
Riscos à saúde da população mais vulnerável: Quem mais sofre são os pacientes com doenças crônicas, idosos e pessoas que moram em áreas mais afastadas, justamente aqueles que dependem desses serviços regionais para diagnóstico, tratamento e acompanhamento.
Desconfiança pública e insatisfação política: Além do impacto direto na saúde, há uma erosão da confiança da população nas autoridades municipais. Vereadores já apontam para a gravidade ética do problema.
A quem cabe a responsabilidade?
A prefeitura de Biritinga através da Secretaria de Saúde do Municipio, detém a responsabilidade legal e moral de garantir os repasses necessários à Policlínica. Não se trata apenas de “uma parcela”, mas de uma obrigação que mantém em funcionamento serviços de saúde especializados. A omissão ou atraso pode configurar descumprimento de deveres constitucionais relativos à saúde pública.
O direito à saúde não pode esperar. É urgente que a prefeitura de Biritinga interrompa este padrão de descaso com algo tão essencial quanto a saúde pública. O direito à assistência médica digna está garantido pela Constituição, mas na prática depende da ação efetiva dos gestores.
Quando o gestor municipal deixa de pagar sua parte em convênio ou acordo para manter serviços de saúde regionais, ele não está simplesmente “atrasando um pagamento”: está colocando vidas em risco.
Se não houver uma mudança imediata, a população de Biritinga continuará sofrendo consequências previsíveis, interrupções de atendimento, sofrimento evitável, e aquele sentimento de abandono que se agrava sempre que o poder público falha onde mais se espera sua presença.