7 de março de 2026 | REGIÃO DO SISAL

Jovem de 22 anos é espancada até a morte após recusar ficar com traficante em baile funk; Vídeo mostra jovem dançando pouco antes

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Uma jovem de 22 anos foi assassinada na madrugada deste domingo, após ser brutalmente agredida durante um baile funk na comunidade da Coreia, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio. Segundo familiares, Sther Barroso dos Santos foi espancada brutalmente depois de se recusar a ter relações com um traficante que estava no evento.

O traficante identificado como, Coronel do Muquiço é apontado como o principal suspeito de assassinar a jovem.

De acordo com relatos, após as agressões, Sther foi deixada na porta de casa, na Vila Aliança. Ela chegou a ser levada ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas, segundo a direção da unidade, já deu entrada sem vida.

A Polícia Militar informou que equipes do 14º BPM (Bangu) foram acionadas pela unidade hospitalar para verificar a ocorrência. O caso foi inicialmente registrado na 34ª DP (Bangu) e encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que abriu investigação para identificar os responsáveis e esclarecer as circunstâncias do crime.

Nas redes sociais, conhecidos da vítima lamentaram o ocorrido. Parentes afirmaram à policia que Sther não tinha qualquer envolvimento com o tráfico e descreveram a jovem como alguém tranquila e dedicada à família.

Um vídeo gravado em um baile funk na comunidade da Coreia, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, mostra Sther Barroso dos Santos dançando. Segundo a versão da família, a jovem foi espancada até a morte horas depois, após se recusar a deixar o local com um traficante.

Stefany, irmã de Sther, fez várias postagens nas redes sociais lamentando sua morte. Ela disse que o corpo foi entregue “desfigurado” e deixado na porta da casa da mãe da vítima.

“Estou sem chão, sem estrutura, quem nos conhece sabe o quanto somos unidas, leais e uma pela outra sensação de impotência por não ter tido tempo de salvar a minha irmã.”

O corpo de Sther será enterrado nesta quarta-feira (20), no cemitério de Ricardo de Albuquerque.

O homem apontado como autor do crime é Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel, chefe do tráfico no Muquiço, em Guadalupe — área dominada pela mesma facção criminosa que domina a comunidade da Coreia, o Terceiro Comando Puro (TCP). Antes de morar na Vila Aliança, Sther e a família viviam no Muquiço.

A irmã de Sther comentou o vídeo em que ela aparece dançando em um baile funk, registrado poucas horas antes da tragédia.

“Você não só acabou com a vida da minha irmã quanto da minha família. Olha a felicidade da minha irmã. Covarde desgraçado”, postou ela em redes sociais.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga se Sther foi morta por se recusar a deixar o local com o chefe do tráfico.

Sonhos interrompidos

Sther — Foto: Reprodução

Sther — Foto: Reprodução

Nas redes sociais, amigos e parentes lamentaram a morte e compartilharam as anotações da jovem com as metas que havia traçado para o novo ano, que esperava ser o melhor de sua vida.

“Terminar a escola, fazer três cursos, ter um cachorrinho, focar muito na academia, agradecer a Deus todos os dias” eram alguns deles.

“Ela tinha tantos sonhos… Queria estudar, trabalhar, mudar de vida. Isso foi arrancado dela de uma maneira cruel”, disse uma amiga próxima.

De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), 49 mulheres foram vítimas de feminicídio no estado do Rio de Janeiro apenas no primeiro semestre deste ano.

Até o momento, não há informações sobre a prisão de suspeitos. A polícia informou que diligências seguem em andamento. As informações são de EXTRA e G1 .