7 de março de 2026 | REGIÃO DO SISAL

Mãe de criança com TEA denuncia suposto desrespeito em Escola Municipal de Biritinga e caso gera nota de repúdio por parte da instituição; Assista e leia nota na íntegra

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Uma denúncia feita por uma mãe nas redes sociais gerou repercussão e levou a Escola Municipal Ana Nery, localizada na comunidade de Campo da Ema, em Biritinga, região sisaleira da Bahia, a publicar uma nota oficial de repúdio. No vídeo divulgado na tarde desta quinta-feira (24), a mãe de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) relata ter sido desrespeitada pela direção da unidade escolar ao solicitar um documento para acompanhamento médico do filho.

“Foi uma falta de respeito muito grande. Eu pedi a ficha do meu filho para uma consulta, e a diretora disse que o relatório só existia porque eu, mãe, quis fazer, que meu filho era uma criança normal”, desabafa a mãe, visivelmente abalada. Segundo ela, o filho é diagnosticado com autismo leve e TOD, com dois laudos emitidos por profissionais de saúde, um deles da clínica Santa Joana Nery, de Serrinha, e outro do Centro de Atendimento Educacional Especializado (CEA). “Ela insinuou que eu comprei os médicos, que só eu via esse problema. Isso é um absurdo”, declarou no vídeo.

A mãe ainda criticou a falta de estrutura para o atendimento de crianças com necessidades específicas na escola, relatando que alunos com TEA estariam sendo transportados em ônibus junto a crianças de faixas etárias muito diferentes e que estariam tendo aulas sem qualquer tipo de cuidado individualizado. “As crianças estão tudo misturado, não tem nem um cuidador especializado para os alunos com TEA na sala, fica tudo jogado. E se a gente fala, acaba sendo desrespeitada, como aconteceu comigo”, disse.

Asssista na integra o que diz a mãe:

Diante da repercussão do vídeo, a Escola Municipal Ana Nery divulgou na noite desta quinta-feira (24) uma nota de repúdio (imagem no final da matéria), na qual nega veementemente as acusações e classifica as declarações como “infundadas” e “irresponsáveis”.

Na nota, a direção afirma que a escola “sempre agiu com responsabilidade, zelo e profundo respeito às particularidades de cada estudante”, destacando o trabalho de uma equipe pedagógica comprometida, incluindo uma psicopedagoga que atualmente acompanha mais de 20 alunos. A gestão também se posiciona contra “qualquer tentativa de descredibilizar a atuação dos educadores”, e diz manter “compromisso com a ética, o diálogo com as famílias e o cumprimento das diretrizes da educação inclusiva”. “Estamos à disposição dos órgãos competentes para qualquer esclarecimento e confiamos que a verdade prevalecerá.”, conclui a instituição de ensino.

O caso segue gerando debate na comunidade local, especialmente entre famílias de crianças com necessidades especiais, que cobram políticas públicas mais eficazes de inclusão e atendimento adequado na rede municipal de ensino de Biritinga. Até o momento, a Secretaria Municipal de Educação de Biritinga não se pronunciou oficialmente sobre o episódio.

Confira a nota na íntegra: