7 de março de 2026 | REGIÃO DO SISAL

Festival de quadrilhas reúne tradição e celebra a cultura popular do sisal e do nordeste em Biritinga

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No último sábado, 19 de julho, Biritinga viveu uma noite de cores, ritmos e tradição com a realização do Festival de Quadrilhas 2025. O evento, que já se consolidou no calendário cultural da cidade e da região, mais uma vez levou ao centro da festa o encanto das danças juninas, reunindo grupos de diversas partes do território do Sisal e também de regiões vizinhas, como o Vale do Itapicuru e até do município de Banzaê.

Diferente de competições e torneios que estabelecem pontuações ou prêmios, o festival tem um caráter inteiramente cultural e celebra a diversidade das manifestações juninas. Organizado pelo mobilizador cultural e vereador Mirivaldo Santos, com apoio direto da Secretaria de Gabinete, da Secretaria de Cultura e do prefeito municipal, o festival não promove disputas, mas sim encontros. “O evento é feito para que os grupos se apresentem, compartilhem suas tradições e sejam valorizados por isso. Cada um recebe uma lembrança simbólica como reconhecimento pela participação”, destaca Mirivaldo.

O Festival de Quadrilhas de Biritinga 2025 contou com a participação de oito grupos que trouxeram energia, criatividade e muito talento ao palco. Representando diferentes cidades e comunidades, se apresentaram: Junina Forrozada, de Inhambupe; Quadrilheiros do Sertão, de Quijingue; Junina da Tapera, anfitriã de Biritinga; Arraiá do Vitória, de Serrinha; Junina Pisada Forte, de Banzaê; Fole Danado, de Pojuca; além das quadrilhas Pega Fogo e Manoel de Souza, ambas da comunidade de Vila Nova. Cada grupo encantou o público com seus trajes típicos, coreografias bem ensaiadas e o compromisso de manter viva a tradição das festas juninas.

A programação teve início às 18h e seguiu até quase 2h da madrugada, em uma maratona de apresentações que encantou o público e reforçou o papel da cultura popular como elemento de identidade e pertencimento. Quadrilhas com trajes elaborados, coreografias bem ensaiadas e temas criativos mostraram a riqueza do trabalho de base que acontece nas comunidades durante todo o ano.

Segundo a equipe da organização, o evento contou com uma estrutura pensada para acolher bem os grupos visitantes, com logística de transporte, hospedagem em escolas da rede municipal e alimentação garantida. “É uma via de mão dupla”, reforça um dos organizadores. “Os grupos vêm com o melhor que têm a oferecer, e nós buscamos dar o máximo de assistência e hospitalidade para que se sintam em casa.”

O Festival de Quadrilhas de Biritinga é mais do que um evento: é uma manifestação viva da cultura nordestina, que a mais de dez anos é mantida com carinho, resistência e parceria entre poder público, agentes culturais e a própria comunidade. Para quem participou, ficou o gostinho de querer mais. Para quem não foi, já fica a expectativa para a próxima edição.