A tradicional Praça Morena Bela, em Serrinha, foi palco de polêmica durante os festejos de São João 2025. Comerciantes da região denunciaram o som excessivo da carreta-paredão Dheysson Aguiar, alegando que o volume ultrapassou os limites toleráveis, causando desconforto, prejuízos e até relatos de pessoas passando mal.
Segundo relatos registrados nas redes sociais e enviados à redação, comerciantes se queixaram do impacto negativo causado pelo som, que estaria reverberando com intensidade acima do aceitável para uma área urbana com comércios, residências e circulação constante de famílias. “Desde sábado tento dialogar, mas a resposta que recebo é: ‘tem que tocar alto mesmo!’”, disse um dos comerciantes em publicação compartilhada amplamente na internet. Ele ainda relatou que clientes passaram mal por causa do barulho e afirmou que, se depender de sua mobilização, “ano que vem certamente não terá paredão na Morena Bela”, e que a culpa seria da carreta-paredão Dheysson Aguiar.

As críticas foram reforçadas por vídeos e fotos enviados pelo proprietário de um restaurante da região, que classificaram a situação como “desrespeitosa” e acusaram o evento de “bagunçar a cidade”. Em uma das mensagens, a frase “Aqui não é racha!” sintetiza o sentimento de revolta de parte daqueles que acreditam que o evento fugiu do controle.
No entanto, existe o lado na história. De acordo com matéria publicada no Portal Massapê, o evento com paredões foi amplamente divulgado e previsto na programação oficial do São João 2025. O cronograma informava a presença de grandes estruturas sonoras como a carreta Dheysson Aguiar e outras atrações do estilo “paredão automotivo”. A prefeitura destacou que o evento visava contemplar todos os públicos e promover uma programação diversificada que fortalecesse o turismo e o comércio local durante o período junino.
Em resposta às críticas feitas por comerciantes da Praça Morena Bela, especialmente pelo proprietário de um restaurante local, o influenciador Dylson Paredões publicou um vídeo nas redes sociais em que contesta as denúncias de excesso de volume durante a apresentação da carreta Dheysson Aguiar. No vídeo, Dylson vai até o local do evento e rebate diretamente as reclamações. “Se você tem um bar e sabe que a prefeitura divulgou que vai ter um evento com paredão próximo ao seu bar, você coloca um comunicado avisando o tipo de música que vai ter”, afirmou. Ele ainda criticou a atitude do comerciante que declarou que no próximo ano o paredão não deveria mais acontecer na praça: “Meu irmão, aqui não é racha. Meu som está tocando normal. Se você não é acostumado com som bom, se seu som é ruim, o problema é seu. O som está normal, fazendo sucesso o dia todo”. Dylson defendeu a carreta Dheysson Aguiar e a organização do evento, argumentando que tudo estava conforme o previsto e autorizado, e que o comerciante sabia previamente da natureza da festa promovida pela prefeitura e estaria falando mal da gestão municipal mesmo se dizendo amigo do prefeito da cidade.
Os propietarios dos equipamentos defendem que todas as normas de segurança e operação foram seguidas e que o evento contou com alvarás e autorização dos órgãos competentes. Alegam também que a carreta se apresentou dentro dos horários acordados e reforçam que o objetivo era “celebrar a cultura popular com inclusão e diversidade musical”.