Além da saúde, e das reviravoltas da Câmara, o setor da educação é outra área da gestão municipal de Biritinga que enfrenta uma grave crise, e dessa vez o problema é financeiro. Em entrevista recente ao Portal Massapê, o prefeito Gilmar “Gil de Gode” Souza de Oliveira, admitiu que o município perdeu parte significativa dos repasses do FUNDEB, gerando um rombo nas contas da educação e o afastamento da Secretária de Educação, cargo que até o momento está vago.
Gil de Gode afirmou que, por enquanto, não pretende realizar demissões, mas não descarta “enxugar a máquina” com possível redução de direitos trabalhistas. Disse ainda que o município só terá condições de pagar 60% da folha salarial dos profissionais da educação.
A situação gerou revolta entre professores, gestores e vereadores de oposição, que lançaram uma carta aberta à população, amplamente compartilhada nas redes sociais e grupos de WhatsApp. No documento, os oposicionistas afirmam que a gestão municipal está perseguindo trabalhadores da educação, tentando cortar direitos e beneficiando aliados com “cargos fantasmas”, diretores sem alunos e aposentados ainda na folha de pagamento.
“O prefeito Gil de Gode caminha para o quarto mandato, mas segue demonstrando total falta de preparo, responsabilidade e respeito pela gestão pública. Ao invés de corrigir os verdadeiros abusos, persegue quem trabalha”, diz um trecho da carta.
A sobreposição de crises, na saúde, na educação e nas finanças, coloca a administração de Gil de Gode sob forte pressão. Enquanto a Prefeitura busca se reorganizar com nomeações e medidas emergenciais, a população enfrenta o impacto direto na qualidade dos serviços públicos essenciais.
Leia a carta na íntegra:
“Carta à População: Chega de Descaso com a Educação e o Povo:
O prefeito Gil de Gode caminha para o quarto mandato, mas segue demonstrando total falta de preparo, responsabilidade e respeito pela gestão pública. Ao invés de enfrentar os verdadeiros problemas do município, prefere cortar o salário do trabalhador humilde, o que é ilegal segundo a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal. O FUNDEB saltou de 24 para 48 milhões, e agora o dinheiro “não dá”? A pergunta é: para onde está indo esse recurso?
Enquanto isso, o prefeito está perdido com sua equipe da Secretaria de Educação, sem coragem para tomar as decisões necessárias. Ao invés de corrigir os verdadeiros abusos, persegue quem trabalha, tentando aumentar carga horária e desrespeitar leis como a LDB.
– Mas não corta os privilégios de verdade;
– Diretores sem aluno, cargos fantasmas ilegais, usados para beneficiar aliados;
– Pessoas aposentadas ainda na folha;
– Servidores com dois empregos;
– Permutas irregulares com jornadas acima de 20h e sem cumprimento de carga horária e são muitas.
Prefeito, se sente de verdade na cadeira e governe com transparência, justiça e responsabilidade. O povo não pode continuar recebendo R$900 enquanto outros ganham R$10.000 sem trabalhar. Os tempos mudaram. Não aceitamos mais calados o desrespeito e o improviso. Se há algo a cortar, que sejam os abusos – não os direitos de quem realmente serve à população.
Respeite a educação. Respeite o povo. Respeite a lei”
O espaço segue aberto para direito de resposta.